Saúde

Comprimido contra a Covid-19 da Pfizer vai proteger da variante Ómicron

A farmacêutica diz também que o novo medicamento ajudará a prevenir o surgimento de casos mais graves da doença viral.
O fármaco aguarda aprovação da FDA.

Um novo estudo sobre o comprimido contra a Covid-19 da Pfizer confirma que o fármaco irá ajudar na prevenção de doença grave. O anúncio da empresa feito esta terça-feira, 14 de dezembro, afirma ainda que também poderá ser eficaz contra a variante Ómicron.

“Estamos confiantes de que, se autorizado ou aprovado, este tratamento poderá ser um instrumento crítico para ajudar a pôr termo à pandemia”, disse Albert Bourla, chefe executivo da Pfizer, na declaração.

Em novembro, a farmacêutica pediu à Food and Drug Administration (FDA), a agência americana reguladora do medicamento, que autorizasse o comprimido com base num relatório preliminar. Os novos resultados irão, sem dúvida, reforçar o pedido da empresa, o que poderá significar que os americanos infetados com o vírus poderão ter acesso a este comprimido dentro de algumas semanas.

No anúncio desta terça-feira, a Pfizer afirma que, se for administrado dentro de três dias após o início dos sintomas, o comprimido Paxlovid reduz o risco de hospitalização e morte em 89 por cento. Se tomado no prazo de cinco dias, o risco diminui para 88 por cento. Os resultados, baseados numa análise de 2.246 voluntários não vacinados com elevado risco de desenvolver doença grave por Covid-19, correspondem em grande parte à análise inicial do ensaio clínico elaborado em novembro.

O relatório indica que 0,7 por cento dos pacientes que receberam Paxlovid foram hospitalizados 28 dias após a entrada no ensaio clínico e nenhum morreu. Já 6,5 por cento dos pacientes que receberam um placebo foram hospitalizados ou morreram. A farmacêutica também divulgou dados preliminares de uma outra investigação, desta vez  com pessoas com um risco menor de desenvolver sintomas graves. Entre este grupo de 662 voluntários, o Paxlovid reduziu o risco de hospitalização e morte em 70 por cento.

Em ambos os ensaios, a maioria dos voluntários foram infetados com a variante Delta. Mas a Pfizer disse esta terça-feira que, em experiências de laboratório, o Paxlovid também teve um bom desempenho contra a variante Ómicron. 

Também a Merck pediu autorização para o seu próprio comprimido antiviral, conhecido como Molnupiravir. Este comprimido tenciona reduzir o risco de hospitalização e morte por Covid-19 em 50 por cento se tomada no prazo de cinco dias após o início dos sintomas. Mas quando a empresa efectuou uma análise final de todos os seus dados, a eficácia caiu para 30 por cento.

Mikael Dolsten, diretor do departamento científico da Pfizer, disse que a empresa teria “180 mil unidades prontas se o Paxlovid for autorizado em breve e que a farmacêutica planeia disponibilizar 80 milhões de comprimidos por todo o mundo em 2022.”

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