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Saúde

Consumo de banana tem riscos para a saúde (especialmente para um grupo de pessoas)

O facto de ser rica em potássio tem muitos benefícios, mas também algumas desvantagens, como explica a nutricionista Filipa Costa.

A banana é frequentemente vista como um alimentos mais completos (e práticos) do dia, não fosse ela rica em potássio, magnésio, fibras e vitaminas, ajudando com a saúde cardiovascular, a controlar a pressão arterial e, também, a melhorar o humor (graças ao triptofano). No entanto, o consumo excessivo pode representar riscos graves para a saúde, principalmente alguns grupos.

“É uma fruta que pode ser útil no pré-treino, precisamente porque fornece energia de forma rápida”, conta a nutricionista Filipa Costa à NiT. No entanto, e tal como realça a especialista, uma alimentação saudável deve privilegiar a diversidade alimentar, para que o organismo obtenha uma maior variedade de micronutrientes e antioxidantes essenciais ao funcionamento do coração e do metabolismo.

Na verdade, meia banana corresponde a uma porção inteira de outras frutas, algo que é frequentemente ignorado pelos consumidores. “Não há interesse em comer mais do que uma por dia”, explica Filipa Costa.

Mesmo em pessoas saudáveis, o excesso pode ter consequências menos evidentes. “Este alimento é rico em FODMAPs”, ou seja, tem hidratos de carbono fermentáveis que podem causar desconforto gastrointestinal. “Por esse motivo, pode aumentar a flatulência e o inchaço abdominal em algumas pessoas.”

Acrescenta ainda que o estado de maturação também influencia a digestão: “Quando está pouco madura, pode aumentar o risco de obstipação em indivíduos predispostos”.

O que poucos sabem é que há um grupo em que os cuidados são particularmente importantes: os doentes renais. Afinal, a banana contém cerca de 390 miligramas de potássio por porção, mineral que, em indivíduos saudáveis, é filtrado pelos rins e eliminado através da urina, mantendo assim níveis equilibrados no sangue.

O problema surge em que tem insuficiência renal crónica, visto que este mecanismo de filtração encontra-se comprometido. “Os rins deixam de conseguir eliminar o potássio de forma adequado”, explica a nutricionista. Esta acumulação pode tornar-se perigosa.

Quando estes pacientes consomem a fruta sem controlo nutricional, pode ocorrer hipercaliemia (devido aos níveis elevados de potássio no sangue), uma condição grave. Pode causar fraqueza muscular, formigueiros e alteração no ritmo cardíaco. Em casos mais severos, pode evoluir para arritmias cardíacas.

“Tudo depende do valor total de potássio presente no plano alimentar e da avaliação individual feita em acompanhamento nutricional”, acrescenta. A verdade é que mesmo alimentos considerados saudáveis exigem equilíbrio e contexto, reforça Filipa Costa. “Um alimento isolado nunca define a saúde. O que faz diferença é o padrão alimentar global.”

Caso tenha problemas renais e queira variar a alimentação a nutricionista recomenda o consumo de alimentos com menor teor de potássio. 100 gramas de maçã, 80 gramas de cerejas, 90 gramas de uva ou 140 gramas de pêssego são apenas algumas das alternativas.

Se também precisa de mais sugestões para comer depois do treino, carregue na galeria para conhecer alguns alimentos que também são fonte de antioxidantes, vitaminas e minerais.

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