Saúde

Covid-19: aumento exponencial do número de infetados leva a novos confinamentos na China

Surto no nordeste do país faz triplicar as infeções e várias cidades, como Xangai, ordenaram às pessoas que fiquem em casa.
Surtos levam a confinamento de várias cidades.

China enfrenta o pior surto da doença em dois anos, mantendo uma estratégia de “tolerância zero” que encerra temporariamente cidades para isolar pessoas infetadas, apesar do custo económico que acarreta. O país onde o vírus foi detetado pela primeira vez no final de 2019, seguiu sempre uma política estrita de controlo da pandemia com bloqueios, restrições de viagem e testes em massa quando surgem novos focos.

O país asiático registou um total de 4.636 mortes desde o início da pandemia, de 115.466 infeções confirmadas, mas neste último domingo, 13 de março, foram registados cerca de 3.400 novos casos. Uma incidência baixa comparativamente a outros países, mas na China trata-se de um número recorde desde o início da pandemia. O ressurgimento das infeções obrigou as autoridades chinesas a tomarem medidas para conter os surtos em mais de dez províncias chinesas. 

Em Changchun, no sul de Pequim, surgiram 831 novos casos, enquanto na capital da província vizinha de Jilin foram registado 571 e 60 em Shenzhen, um centro de negócios adjacente a Hong Kong.

Para prevenir a propagação do vírus, foram impostos novos confinamentos em várias cidades do nordeste do país e várias escolas foram encerradas. A autarquia de Changchun decretou o confinamento da cidade, obrigando nove milhões de pessoas a recolher às suas residências, sendo que apenas uma pessoa por agregado familiar está autorizada a sair uma vez em cada dois dias. Este é o segundo maior confinamento decretado na China, depois daquele que ocorreu no final do ano passado na cidade de Xi’an (no norte do país) e que confinou 13 milhões de pessoas.

As autoridades de Jilin estão a intensificar as medidas de combate à pandemia depois de concluírem que a resposta anterior estava a ser inadequada, segundo o vice-diretor da Comissão de Saúde provincial, Zhang Yan. Em Xangai, a cidade mais populosa da China, com 24 milhões de habitantes, o aumento do número de casos no último surto de Covid-19 foi de 15 para 432. As autoridades regionais ordenaram novo confinamento, encerramento de escolas e os autocarros intermunicipais foram suspensos.

Outra das medidas preventivas implementadas no país, é a disponibilização, pela primeira vez, de testes rápidos de antigénio. Segundo adiantou a Comissão Nacional de Saúde, estes testes vão estar disponíveis para compra por hospitais e para os cidadãos comuns, nas farmácias ou em plataformas de venda online.

A Covid-19, provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, foi detetada em finais de 2019. Uma das variantes do vírus, a Ómicron, detetada em novembro passado, é atualmente  a estirpe dominante em todo o mundo.

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