Saúde

Covid-19: autotestes reabastecidos em supermercados e farmácias até terça-feira

Há superfícies onde o ritmo de vendas passou de mil por semana para 16 mil, o que levou a uma rutura nos stocks.
A procura por autotestes aumentou bastante.

Em várias superfícies comerciais e farmácias das principais cidades do País continuam a não existir autotestes para venda. No entanto, prevê-se que até terça-feira, 7 de dezembro, a situação esteja regularizada e que não volte a acontecer uma situação de rutura devido à elevada procura.

“Segunda e terça-feira vamos receber grandes volumes de autotestes que temos estado a encomendar aos laboratórios estrangeiros que os fabricam”, assegura o director-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).  Gonçalo Lobo Xavier frisa ainda que “não há motivo para preocupação, sendo que não temos qualquer indicação de esgotamento de stocks nos laboratórios. É tudo uma questão logística.”

O diretor-geral explica ainda que “não estavam preparados” para a subida exponencial da procura, existindo locais que passaram a vender 16 mil unidades, quando nas semanas anteriores os valores rondavam as mil. Esta procura generalizada, que também se verifica noutros Estados-membros da União Europeia, levou a que vários supermercados das principais zonas urbanas, como Lisboa, Porto e Coimbra, tenham ficado sem mercadoria, situação que continuava a registar-se neste domingo, 5 de dezembro, refere o responsável da APED.

“Continuou a haver stock, apesar de algumas situações pontuais de falha de reposição, para as quais se espera regularizar durante esta semana”, adianta a Associação Nacional de Farmácias.

Esta rutura deveu-se às alterações de medidas de combate à pandemia de Covid-19. A apresentação de testes negativos passou a ser exigida para acesso a discotecas, eventos desportivos e culturais, visitas a lares, entre várias outras situações. 

Segundo adianta Gonçalo Lobo Antunes, muitos dos empresários da restauração e da diversão noturna também acorreram aos supermercados para se abastecerem de testes que possam disponibilizar aos clientes. Entre os consumidores individuais e empresários, “houve pessoas a comprar 50 ou 100 testes de uma só vez”, o que levou algumas superfícies comerciais a optar por “racionar” a sua venda de modo a evitar o “açambarcamento”, acrescenta o director-geral da APED.

Foi ainda noticiado pelo jornal “Observador” que há quem venda testes rápidos em plataformas de venda, como o OLX, por preços muito superiores àqueles praticados pelas farmácias ou supermercados.

Na última contagem feita pelo Governo, existem mais de 160 laboratórios e 1300 farmácias, espalhadas por todo o País, a realizar estes testes rápidos de uso profissional de forma gratuita.

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