Saúde

Covid-19: certificado de vacinação pode deixar de ser obrigatório em alguns locais

Esta pode ser uma das medidas que vai sair do encontro desta quinta-feira, 16 de setembro, no Infarmed.
Esta pode ser uma das medidas anunciadas por Graça Freitas.

O certificado de vacinação pode deixar de ser obrigatório para entrar em alguns locais. A convicção, partilhada à Renascença por Gustavo Tato Borges, o presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública (AMSP), pode ser uma das novas medidas que vão sair do encontro desta quinta-feira, 16 de setembro, no Infarmed.

“Também me chegou aos ouvidos o fim da obrigatoriedade da apresentação do certificado de vacinação, de testagem ou de recuperação para acesso a alguns locais, o que, tendo em conta a elevada cobertura vacinal em Portugal, esta medida de controlo e vigilância deixa de fazer sentido”, revelou à emissora Gustavo Tato Borges, que antecipa algumas das informações que podem mesmo sair do encontro no Infarmed.

Para além do fim da obrigatoriedade na apresentação de certificado de vacinação da Covid-19, o presidente da AMSP afirma também que a próxima fase de desconfinamento terá, em princípio, uma “abertura progressivamente maior”, nomeadamente em locais como “estádios de futebol, espaços de dança ou bares”.

Ainda segundo as mesmas declarações à “Renascença”, Gustavo Tato Borges vem contrariar o que António Costa e o coordenador da “task force”, Henrique de Gouveia e Melo, disseram nesta quarta-feira sobre o facto de Portugal já ter controlado a pandemia e vencido o vírus. Isto porque, de acordo com o especialista em saúde pública, mesmo com a taxa de incidência numa fase decrescente, é importante recordar que ainda se encontra acima dos 120 casos por 100 mil habitantes.

“Controlado será quando estes casos forem esporádicos e quando tivermos uma taxa de incidência bastante baixa”, esclarece Gustavo Tato Borges, afirmando ainda que “dizer que a nossa pandemia está controlada ainda será um pouco prematuro”.

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