Saúde

Covid-19: DGS atualiza normas e máscara volta a ser obrigatória nas termas e dentistas

Alterações surgem após previsões que apontam para a chegada de Portugal aos 60 mil casos diários até ao final do mês.
Medidas podem ser revistas a qualquer momento.

Depois de Marta Temido, ministra da Saúde, ter descartado recuar nas medidas adotadas face à Covid-19, mesmo com as projeções do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) a indicar que, no final de maio, Portugal pode atingir os 60 mil casos diários, a Direção-Geral da Saúde (DGS) deu mesmo um passo atrás.

Nesta sexta-feira, 20 de maio, a entidade atualizou a norma relativa à utilização de máscaras nos estabelecimentos termais. Na véspera, já havia atualizado a regra destinada aos procedimentos nos dentistas. Salvaguardou, contudo, que as novas orientações podem ser revistas a qualquer momento, tendo sempre em atenção a função do conhecimento científico e da evolução da situação epidemiológica.

No primeiro caso, o uso de “equipamentos de proteção individual (EPI), tais como máscaras cirúrgicas ou FFP2, para qualquer pessoa com idade superior a 10 anos”, passa a ser obrigatório em todo o espaço, “incluindo na sala de espera ou na receção”. Assim, o utente apenas pode remover a proteção quando “estiver no gabinete de consulta e no decorrer dos tratamentos termais, se aplicável”, refere a DGS, citada pela “CNN Portugal”.

Ainda segundo a mesma norma, estes espaços devem optar pela “marcação prévia das consultas e dos tratamentos termais de forma não presencial, organizando horários ajustados e circuitos de forma a evitar ter utentes aglomerados em áreas comuns como sejam a receção, a sala de espera, as salas de repouso ou os vestiários”. Importa ainda assegurar uma ventilação adequada, privilegiando a natural.

Por último, os termalistas devem ser informados relativamente às normas de conduta no espaço e às medidas de prevenção e controlo da transmissão da Covid-19; e as instalações precisam de garantir a existência das “condições necessárias para adotar as medidas preventivas recomendadas”, como instalações sanitárias com água, sabão líquido com dispositivo doseador e toalhetes de papel de uso único, para a promoção das boas práticas de higiene das mãos.

Sobre os “procedimentos em clínicas, consultórios ou serviços de saúde oral dos cuidados de saúde primários, setor social e privado”, a DGS definiu que “a máscara deve ser usada dentro do espaço de receção, sala de espera e nas zonas de circulação, só sendo removida quando o utente estiver no gabinete de consulta e for dada instrução para tal”.

Ainda assim, antes da consulta “deve ser feita uma triagem prévia, para que o utente seja avaliado quanto à presença de sintomas sugestivos de Covid-19”. “Sempre que possível”, o atendimento deve ser marcado previamente, de forma remota para, entre outras coisas, minimizar o número e permanência de doentes em sala de espera.

Em entrevista ao “Jornal das 8”, na “TVI”, esta quinta-feira, 19 de maio, Graça Freiras, diretora-geral da Saúde, recomendou, igualmente, o uso de máscaras de proteção em espaços fechados ou aglomerados.

Leia sobre a nova linhagem da Ómicron, mais transmissível e preocupante de acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, que já é dominante em Portugal — o país da União Europeia com mais casos diários. Também em Portugal, as infeções de Covid-19 nos mais velhos atingem os níveis mais elevados de sempre, o que levou a uma antecipação da administração dose de reforço. Saiba ainda como os cientistas finlandeses estão a treinar cães farejadores para detetar pessoas infetadas com Covid-19.

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