Saúde

Covid-19 em Portugal: há cada vez mais ajuntamentos com 10 ou mais pessoas

Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, revelou novos dados na reunião do Infarmed desta terça-feira, 13 de abril.
Há indicadores preocupantes.

Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, também participou na reunião do Infarmed que está a decorrer na manhã desta terça-feira, 13 de abril. A especialista referiu que, entre fevereiro e o início de abril, as áreas de maior risco do país foram todo o litoral e também o sul do País.

No que diz respeito à dispersão do vírus, tem-se registado uma maior concentração de casos. “Não existe uma relação clara” entre a incidência e a densidade populacional, já que, no mesmo período, há uma “mistura de concelhos com ordenações altas com baixas”, segundo Carla Nunes.

No entanto, observa uma alteração de comportamentos, nomeadamente no indicador “nas últimas duas semanas esteve num grupo de 10 ou mais pessoas”. Os dados de 19 de março mostram que 4,9 por cento das pessoas tinha dito que sim e esse número subiu para 7,5 por cento a 2 de abril.

Dos inquiridos, 87,7 por cento responderam considerar a vacinação segura ou muito segura, mas há 8,4 por cento que a consideram pouco ou nada segura. Já 87,5 por cento acreditam que as vacinas são eficazes ou muito eficazes e 14,6 por cento acham que não. Além disso, 82,2 por cento dos portugueses diz que pretende tomar a vacina, enquanto 10,2 por cento ainda não decidiu e 7,8 por cento não pretende tomar.

Os dados anunciados por Carla Nunes mostram, também, que uma em cada quatro pessoas diz sentir-se agitada ou triste devido às regras de distanciamento social — e uma em cada duas classificou o seu estado de saúde entre muito mau e razoável.

Na facilidade de adoção de medidas, a especialista fala numa “alteração significativa” no indicador “muito difícil” no que diz respeito às máscaras. Os valores passaram de 7,5 por cento para 14,5 por cento no número de pessoas que diz que é muito difícil usar este equipamento de proteção.

Os inquiridos relataram também que sentem mais dificuldades no cumprimento de medidas como o teletrabalho (de 34,7 por cento para 42,4), o dever de ficar em casa (de 27,5 por cento para 33,3) e em evitar as visitas a amigos ou familiares (de 34,4 por cento para 41,5).

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