Saúde

Covid-19: Grécia torna vacina obrigatória a partir de 16 de janeiro

Apenas 63 por cento da população grega está vacinada contra o vírus. Em Portugal o número é superior a 98 por cento.

Depois da Áustria, a Grécia é agora o segundo país europeu a tornar obrigatória a toma da vacina contra a Covid-19. O anúncio foi feito esta terça-feira, 30 de novembro, e aplica-se às pessoas com 60 ou mais anos. É uma tentativa de controlar uma nova vaga da doença, que está a colocar pressão num sistema de saúde fragilizado.

Cerca de 63 por cento da população grega, de 11 milhões, tem o esquema vacinal completo. Os cidadãos com 60 anos ou mais que não estiverem vacinados até 16 de janeiro vão ter de pagar uma multa mensal de 100 euros. As coimas serão impostas pelas autoridades fiscais àqueles que não forem inoculados e as receitas arrecadadas serão doadas para os hospitais gregos que lutam contra a pandemia.

O primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que a medida “não é uma punição” — é “um imposto de saúde”. Revelou ainda que não foi uma decisão fácil, mas que é necessária para proteger mais de meio milhão de idosos não vacinados. “É o preço a pagar pela saúde”, concluiu. 

O Syriza, o principal partido da oposição, criticou a regulamentação por ser punitiva e por ser uma multa demasiado elevada. “Não foi feito em mais lado nenhum” do mundo, defende a força política.

Na Grécia há 580 mil pessoas com mais de 60 anos não vacinadas contra a Covid-19, sendo que em novembro apenas 60 mil se vacinaram. O primeiro-ministro grego usou até o exemplo de Portugal para comparar os dois países, referindo que na Grécia 83% da população desta faixa etária está vacinada contra a doença, ao passo que em Portugal a percentagem ascende aos 98%.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT