Saúde

Covid-19, gripe e outras doenças podem vir a ter a mesma vacina de toma única

Investigadores estão a testar um fármaco contra todos os coronavírus, bem como contra outros que provocam constipações.
Uma boa nova.

O vírus da Covid-19 está em constante evolução e sofre diferentes mutações, o que dificulta o efeito duradouro das vacinas. Os investigadores têm procurado soluções que protejam as pessoas durante mais tempo. Investigadores britânicos trazem um novo alento neste sentido, com a descoberta de uma vacina — que já passou para a fase de testes in vivo — que protege o organismo de todas as variantes do SARS-CoV-2 S2, bem como de gripes e constipações.

Os especialistas do Instituto Francis Crick conseguiram criar um fármaco que reconhece e neutraliza uma grande variedade de coronavírus, impedindo o vírus de entrar nas células e se replicar. As conclusões foram publicadas na passada quarta-feira, 27 de julho, na revista “Science Translational Medicine”.

O medicamento está a ser testado em ratos, e os resultados têm sido promissores. A vacina não só prolonga o efeito contra a Covid-19 como também protege de gripes e constipações. Se avançar, será, assim, a primeira vacina universal contra o coronavírus com potencial de evitar novas vagas da doença.

É de salientar que, tal como as vacinas já existentes, esta não impede que as pessoas sejam infetadas, mas diminui o risco de formas mais graves da doença, uma vez que prepara o sistema imunológico nesse sentido. Estas conclusões foram obtidas depois de analisar a capacidade de proteção deste medicamento, utilizando as várias variantes do SARS-CoV-2, o vírus das constipações e ainda dois coronavírus de origem animal.

George Kassotis referiu em comunicado, aqui citado pelo jornal Público: “esta proposta difere das vacinas que visam a subunidade S1 — uma área da proteína utilizada para criar a vacina —, que é mais variável, e embora eficazes contra a variante correspondente contra a qual foram projetadas, são menos capazes de atacar outras variantes ou uma ampla gama de coronavírus”.

Porém, o investigador salienta que ainda há um longo caminho a percorrer: “Há muita investigação por fazer enquanto continuamos a testar os anticorpos da subunidade S2 contra diferentes coronavírus e, ao mesmo tempo, procuramos o caminho mais apropriado para desenvolver e testar uma potencial vacina”.

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