Saúde

Covid-19: jovens que fumam cigarros eletrónicos têm maior risco de contrair o vírus

A conclusão é de um estudo pioneiro liderado pela faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, nos EUA.
É preciso muito cuidado.

Já não é novidade para ninguém que fumar pode aumentar o risco de contrair a Covid-19 – o alerta dado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) foca-se na premissa de que fumar diminui a imunidade e favorece as infeções pulmonares. Portanto, duas consequências graves perante o impacto do vírus.

Porém, sabe-se agora que o risco de contrair a Covid-19 entre adolescentes e jovens adultos que fumam cigarros eletrónicos é cinco a sete vezes superior, quando comparado com os que não fumam esse tipo de cigarros. A dar os primeiros passos no estudo do impacto dos cigarros eletrónicos na saúde dos jovens durante tempos de pandemia está a faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Esta terça-feira, 11 de agosto, foi publicado no “Journal of Adolescent Health” o primeiro projeto que associa as ligações entre jovens que fumam cigarros eletrónicos à Covid-19, usando como base de estudo a população norte-americana e a informação recolhida no país durante a pandemia. Os dados foram recolhidos através de inquéritos online que decorreram em maio, com 4.351 participantes entre os 13 e os 24 anos.

Bonnie Halpern-Felsher, investigador, autor do estudo e professor de pediatria, disse que os “adolescentes e jovens adultos precisam de saber que se usam cigarros eletrónicos são mais propensos a um risco imediato de covid-19, porque estão a danificar os pulmões”.

Também o investigador que liderou o estudo, Shivani Mathur Gaiha, sublinhou que os dados recolhidos no estudo demonstram que, apesar de os mais novos acreditarem que pela idade estão mais protegidos do vírus e dos seus efeitos e sintomas, isso acaba por não se verificar nas pessoas que fumam este tipo de cigarros. “O estudo mostra claramente que os jovens que fumam cigarros eletrónicos ou cigarros eletrónicos e tradicionais têm um risco elevado, e não é apenas um ligeiro aumento no risco, é um grande aumento”, explica.

Os participantes no estudo responderam a várias questões sobre o uso de cigarros e possíveis sintomas do novo coronavírus. Os jovens que nos 30 dias anteriores ao questionário tinham fumado cigarros tradicionais ou eletrónicos apresentaram cinco vezes mais probabilidades de ter sintomas de Covid-19 – como tosse, febre, fadiga e dificuldade para respirar – do que os jovens que não tinham fumado qualquer tipo de cigarros.

Os autores do estudo esperam que os resultados levem as autoridades norte-americanas a incentivar a regulação relativa à venda destes produtos a adolescentes e jovens adultos. Esta terça-feira, 11 de agosto, os Estados Unidos já contabilizam mais de cinco milhões de infetados pelo novo coronavírus. Além disso, o número de mortes no país já ultrapassa as 160 mil.

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