Saúde

Covid-19 mais transmissível em casa por crianças com menos de 3 anos do que adolescentes

O mesmo estudo sugere que isto acontece apesar da improbabilidade de os miúdos serem o primeiro caso de infeção na família.
Conclusões surgem em novo estudo.

Os bebés e crianças com menos três anos de idade são menos prováveis de serem a razão para levar o vírus para o ambiente familiar, isto quando comparado com adolescentes. Ainda assim, quando tal acontece, têm maior probabilidade de passar o vírus a pessoas com quem têm um contacto mais próximo.

As conclusões surgem num estudo de que o “The New York Times” dá conta e que foi levado a cabo por uma agência de saúde pública canadiana. Foi publicado na “Jama Network”, na segunda-feira, 16 de agosto.

Uma das principais razões apontadas por parte dos investigadores são de razão comportamental. Devido à idade, implicam mais cuidados próximos por parte de cuidadores ou membros familiares. Alem do mais, em caso de infeção, o isolamento é impossível sem acompanhamento próximo de um ou mais adultos.

As crianças com três anos ou menos transmitem Covid-19 em casa mais facilmente do que os adolescentes. Isto apesar de terem menos probabilidade de levarem o vírus para casa.

Como nota o jornal nova-iorquino, é importante realçar que estas conclusões não resolvem o debate em curso sobre se as crianças infetadas são tão contagiosas quanto os adultos. Não sugere, também, que as crianças são causa para a progressão a pandemia. Ainda assim, o estudo vem confirmar que mesmo as crianças muito pequenas podem ser contagiadas e desempenhar assim um papel na transmissão do vírus.

Ao mesmo jornal, a epidemiologista Zoe Hyde realça que este estudo é mais um alerta sobre os cuidados a ter na reabertura de creches e escolas para o novo ano letivo.

O novo estudo conduzido por investigadores do gabinete de saúde pública de Ontário, no Canadá, focou-se nos dados de casos de Covid-19 e testes positivos confirmados naquela província canadiana, entre 1 de junho e 31 de dezembro de 2020. Os investigadores debruçaram-se em particular sobre casos de transmissão no seio familiar, procurando identificar quem terá sido, em cada casa, a primeira pessoa a desenvolver sintomas ou a apresentar um teste positivo à Covid-19.

Na maioria dos casos, a cadeia de transmissão do vírus parou com a criança infetada. Ainda assim, confirmaram que, em 27,3 por cento das famílias, as crianças transmitiram o vírus para pelo menos outra pessoa com quem vivem.

Ao todo, focaram-se em 6.280 casas onde a primeira pessoa a ser infetada tinha menos de 18 anos, analisando depois outros casos confirmados na mesma casa, nas semanas seguintes.

Os investigadores concluíram que o adolescentes entre 14 e 17 anos tinham maior probabilidade de trazer o vírus para casa. Representaram 38 por cento de todos os casos em que foram a primeira pessoa infetada no seio do ambiente familiar. Neste aspeto, as crianças com três anos ou menos foram as primeiras a adoecer em apenas 12 por cento das famílias. No entanto, eram as que mais provavelmente transmitiram o vírus para outras pessoas em suas casas. A probabilidade de transmissão em casa era de cerca de 40 por cento maior quando a criança infectada tinha três anos ou menos do que quando tinha entre 14 e 17 anos.

 

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