Saúde

Covid-19: máscaras sociais e cirúrgicas já não são eficazes contra o vírus

Os especialistas recomendam que esta tipologia seja abandonada a favor das FFP2, sobretudo com a chegada do outono.
Ainda é necessário tomar precaução.

O uso de máscaras em transportes públicos deixou de ser obrigatório no dia 25 de agosto, segundo decreto do Governo. No seguimento da decisão, os especialistas aconselharam a Direção-Geral da Saúde (DGS) a atualizar os cidadãos quanto ao nível de proteção das máscaras sociais e cirúrgicas, cujo grau de eficácia mudou.

A partir do momento em que utilização destes tipos de máscaras deixou de ser generalizada, a proteção coletiva que ofereciam diminuiu. Devem continuar a ser um recurso em contextos em que queremos proteger os demais, mas não devem ser usadas para conferir proteção individual.

Gustavo Tato Borges, presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, afirmou que o “Ministério da Saúde e a Direção-Geral da Saúde deviam emitir um parecer técnico claro para explicar à população que, agora, as máscaras comunitárias não são recomendadas de todo”.

A recomendação passa pelo uso de máscaras respiratórias, nomeadamente as FFP2. Por isso, numa fase em que há maior risco de infeção, com a chegada do outono, é sugerido que os portugueses sejam portadores do modelo sugerido pelos especialistas, em prol da saúde pública.

O profissional acrescentou ainda que “as cirúrgicas só devem ser usadas quando queremos proteger os outros”, e que “para proteção individual do portador têm de ser usadas máscaras FFP2”.

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