Saúde

Covid-19: nova linhagem da Ómicron já é dominante em Portugal

A nova estirpe é considerada mais transmissível e preocupante pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.
Prevê-se que os números continuem a aumentar.

O aumento no número de infeções de Covid-19 registadas nas últimas semanas em Portugal são motivo de preocupação para autoridades de saúde. De acordo com os especialistas, trata-se de uma nova linhagem (BA.5) da variante Ómicron e já é dominante no País. Neste momento, representa 50 por cento dos novos casos no país, anunciou esta sexta-feira João Paulo Gomes, investigador do Instituto Nacional de Saúde (INSA) Doutor Ricardo Jorge.

“Trata-se de uma linhagem mais transmissível e com algumas mutações que são associadas a uma maior capacidade do vírus para infetar e fugir ao sistema imunitário”, explicou à Lusa João Paulo Gomes. Uma vez que ultrapassa os anticorpos das vacinas, revela facilidade de expansão e pode levar à reinfeção.

O Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças já incluiu duas sub-linhagens desta variante na lista de preocupações, sendo que a BA.5 deve tornar-se ainda mais dominante no decorrer da próxima semana. Prevê-se que até 22 de maio, seja responsável por cerca de 80 por cento das infeções.

Apesar do maior risco de transmissão e reinfeção, ainda não há provas ou estudos de que a linhagem apresente uma maior gravidade ou contribua para uma maior mortalidade. “Não parece estar associada a um fenótipo de doença mais severo. Pensamos que será quase inevitável que [a Covid-19] se transforme quase numa gripe. Vamos ter que viver com este coronavírus e pensa-se que o processo de vacinação vá ter que continuar, nem que seja para os grupos mais vulneráveis”, sublinha o investigador do INSA.

As autoridades acreditam que as infeções vão continuar a aumentar de forma significativa nas próximas semanas. Esta previsão inclui não só Portugal, mas todo o continente europeu.

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