Saúde

Covid-19: Ómicron já representa 20% dos casos. Pode chegar a 80% no final do ano

Até esta quinta-feira, 16 de dezembro, tinham sido dadas 2,2 milhões de doses de reforço em Portugal.
É muito importante testar.

A ministra da Saúde, Marta Temido, esclareceu esta sexta-feira, 17 de dezembro, em conferência de imprensa, que Portugal enfrenta “uma nova dificuldade”, referindo-se à variante Ómicron, cujos primeiros casos no País foram identificados a 28 de novembro. “Sabemos que a prevalência desta variante ronda já os 20 por cento”, disse. A variante poderá ter uma prevalência de 50 por cento na semana do natal e de 80 por cento no final do ano.

“O País tem conseguido manter a situação epidemiológica controlada”, afirmou no início da conferência de imprensa. “No final de novembro, face a um crescimento do risco de transmissão, foram adotadas medidas”, refere, como o reforço do uso de máscaras, o reforço da testagem, controlo de fronteiras e obrigatoriedade de certificados de vacinação e/ou testes em determinados espaços.

No entanto, outra das medidas adotadas foi o reforço da vacinação: até esta quinta-feira, 16 de dezembro, tinham sido dadas 2,2 milhões de doses de reforço. Neste momento, mais de 80 por dento das pessoas com mais de 80 anos já a tomaram. Quase 70 por cento das pessoas com idades entre os 65 e 79 anos também receberam a dose de reforço.

Estas vacinas “permitiram inverter a tendência do risco efetivo de transmissão, que se mantinha acima de 1 desde meados de outubro”. No entanto, surge agora uma nova variante que poderá ser uma dificuldade acrescida.

Marta Temido voltou a dizer que ainda “sabemos pouco” sobre a variante Ómicron: “Sabemos que é mais transmissível do que a Delta, a variante predominante até à data”, referiu, para depois mencionar a duplicação de casos de um a dois dias na África do Sul, de dois a três dias na Dinamarca e no Reino Unido. Face a Portugal, o tempo estimado é “de dois dias”. 

“Sabemos que há uma aparente menor gravidade da doença e da consequente letalidade, sabemos ainda que há uma aparente diminuição da efetividade vacinal após o esquema primário”, referiu ainda. “A efetividade vacinal contra a infeção sintomática após a administração da dose de reforço estimada ainda em 70 a 75 por cento”, continuou, falando ainda do “efeito protetor das vacinas”.

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