Saúde

Covid-19: Pequim vai passar a exigir prova de vacinação no acesso a locais públicos

A decisão surge numa altura em que as autoridades chinesas tentam evitar que surtos ativos em vários pontos do país se alastrem.
Museus e bibliotecas fazem parte dos locais.

O município de Pequim vai passar a exigir comprovativo de vacina contra a Covid-19 no acesso à maioria dos locais públicos. A medida entra em vigor a partir da próxima semana, informaram esta quinta-feira, 7 de julho, as autoridades locais. Com esta nova diretiva, o objetivo é também aumentar a taxa de vacinados no país.

Entre os locais referidos no comunicado, emitido pelo governo de Pequim, constam bibliotecas, museus, cinemas, galerias de arte, centros culturais, instalações desportivas e locais de entretenimento.

As principais cidades da China já exigem, desde 2020, a utilização de uma aplicação para aceder a locais públicos ou residenciais. O utilizador deve primeiro digitalizar o código QR, uma versão bidimensional do código de barras, colocado na entrada de todos os edifícios, assim como nos transportes públicos ou táxis. Estas apps, além de registarem todos os locais onde o usuário esteve, incluem os resultados dos testes à Covid-19 que já fez e o seu histórico de inoculação.

A vacina não era um requisito para aceder aos espaços públicos na capital chinesa. A decisão das autoridades surge numa altura em que Pequim tenta aumentar a taxa de vacinação entre a população idosa, e evitar que surtos ativos em vários pontos do país se alastrem.

Já foram administradas 62,5 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 à população de cerca de 21 milhões de habitantes da metrópole chinesa. A baixa proporção de vacinados entre os idosos tem sido apontada pelas autoridades do país como um dos motivos para a manutenção da estratégia de ‘zero casos’ de Covid-19.

Em meados de abril, quando a cidade de Xangai sofreu o surto mais grave de sempre na China, apenas cerca de 63 por cento dos habitantes com mais de 60 anos tinham recebido todas as doses de reforço.

De acordo com as contas oficiais chinesas, desde o início da pandemia, 226.300 pessoas testaram positivo para o novo coronavírus no país, e destas, 5.226 morreram. No entanto, o número total de pessoas infetadas exclui os casos assintomáticos.

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