Saúde

Covid-19: Pessoas com alergias podem estar mais protegidas contra o vírus

Rinite, eczema ou asma funcionam como fatores de maior proteção e conferem até menos 40 por cento de risco de infeção.
As alergias podem proteger contra o vírus.

Segundo um estudo desenvolvido na Universidade de Queen Mary, em Londres, os fatores de risco que levam ao desenvolvimento da Covid-19 diferem daqueles que levam ao estado grave e crítico da doença.

A investigação concluiu que algumas alergias — como a rinite alérgica, o eczema ou a asma — funcionam como fatores de maior proteção contra a doença viral. 

A investigação, que decorreu entre maio de 2020 e fevereiro de 2021 (antes do surgimento das variantes Delta e Ómicron) quis perceber a relação de causalidade entre um conjunto variado de fatores e o risco de ficar infetado com Covid-19. Participaram cerca de 16 mil adultos do Reino Unido, de forma voluntária, que partilharam com os investigadores dados relativos à idade, altura, dietas, estilos de vida e se estavam ou não a tomar alguma medicação ou tinham sido vacinados contra a Covid-19.

O estudo concluiu que os fatores que levam a contrair a infeção são diferentes daqueles que a agravam: “Há uma sobreposição limitada entre os fatores de risco para o desenvolvimento de Covid-19 versus aqueles para admissão em unidade de terapia intensiva e morte”, explica Adrian Martineau, co-autor e professor da Universidade Queen Mary.

Os investigadores adaptaram também a pesquisa a fatores demográficos e socioeconómicos que pudessem agravar as possibilidades de infeção: os adultos de descendência asiática ou asiático-britânicos revelaram ter o dobro da probabilidade de contração da Covid-19 em relação ao “homem caucasiano britânico”. Quem reside em alojamentos sobrelotados tem um risco de infeção mais elevado, bem como pessoas com um elevado índice de massa corporal.

O género, idade, dieta ou outras condições médicas previamente identificadas não são fatores associados com o maior risco de infeção, contrariando estudos anteriores.

Quase todos os participantes (15.227) responderam a um questionário inicial de acompanhamento e 14.348 preencheram o inquérito final do estudo antes do dia 5 de fevereiro. A idade média dos inquiridos era de 59 anos; 70 por cento eram mulheres e 95 por cento identificaram-se como brancos na secção de origem étnica. A participação no estudo foi voluntária, o que levou a uma sub-representação das minorias étnicas.

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