Saúde

Covid-19. Portugueses atingem quase 96% da imunidade contra o vírus

Os dados revela que os jovens são a faixa etária mais protegida, ao contrário dos miúdos que são os que têm menos proteção.
A programação prolonga-se até dezembro.

Ao que tudo indica, caminhamos a passos largos para o fim da pandemia. A população portuguesa está praticamente imune ao vírus. A revelação foi feita pelo Instituto Ricardo Jorge (INSA) esta quinta-feira, 15 de setembro. As conclusões foram apuradas a partir dos resultados da quarta fase do Inquérito Serológico Nacional Covid-19, realizado entre 27 de abril e 8 de junho.

“A quase totalidade da população residente tinha anticorpos específicos contra o SARS-CoV-2, com uma seroprevalência total de 95,8 por cento”, pode ler-se no comunicado, aqui citado pelo “Expresso”. Os dados referem que a faixa etária mais protegida é a dos jovens entre os 20 e os 29 anos, com cerca de 98,6 por cento de imunidade. O relatório detalha também que “aumentos semelhantes foram observados em todos os grupos etários acima dos 20 anos, inclusive acima dos 70 anos, com uma seroprevalência estimada de 97,2 por cento”.

Por outro lado, os miúdos são o grupo menos protegido. As conclusões apontam que abaixo dos 10 anos os valores da imunidade são 76,2 por cento entre os zero e os quatro anos; e 78,7 por cento entre os cinco e nove anos. Ainda assim, foi “abaixo dos 20 anos que se observou um maior aumento da seroprevalência”, traduzindo “a elevada incidência de Covid-19 na população infantil, em especial durante a vaga Ómicron, em janeiro de 2022”.

Imunidade por regiões

O Norte é a região com maior percentagem de imunidade (96,8 por cento), contrastando com o Algarve onde há menos proteção contra a infeção, com 91,7 por cento. Resultado que os peritos relacionam com uma provável menor taxa de vacinação nesta zona do País. O papel das vacina é também mencionado como um ponto importante para a obtenção desta imunidade de grupo. “Os níveis de anticorpos foram mais elevados entre os 50-59 anos e mais baixos nos grupos abaixo dos 10 anos de idade, o que indica que os indivíduos vacinados e que tiveram uma infeção se mantêm com níveis mais elevados de anticorpos, tal como se observou na segunda e terceira fases do inquérito”, explicam os peritos do INSA no relatório.

A quarta etapa da avaliação serológica nacional envolveu 36 unidades do Serviço Nacional de Saúde e a análise de 3.825 pessoas de todas as idades. Os dados foram obtidos através de colheitas de sangue realizadas entre 27 de abril e 8 de junho de 2022, numa rede de laboratórios clínicos e hospitais previamente selecionados e distribuídos por todo o país.

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