Saúde

Covid-19: testes de antigénio realizados nas farmácias deixam de ser grátis dia 1 de maio

Comparticipação do Governo cai e há também a intenção de acabar com rastreios em vários locais, como em lares de idosos.
Deixam de ser comparticipados.

Os testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional para a deteção da Covid-19 vão deixar de ser comparticipados a partir de maio. De acordo com o jornal “Público”, a portaria que estabeleceu a comparticipação de testes rápidos não vai voltar a ser renovada. Ou seja, quem se dirigir a uma farmácia ou a um laboratório para realizar o teste, a partir de domingo, dia 1 de maio, vai ter de pagar.

Com o levantamento das restrições, existem cada vez menos pessoas a fazerem o teste. Uma vez que a obrigatoriedade de apresentação de um teste negativo ao SARS-CoV-2 para o acesso a determinados locais e para aceder a grandes eventos, recintos desportivos, bares e discotecas caiu no final de fevereiro, quem ainda realiza testes são, na sua maioria, as pessoas que têm sintomas sugestivos de infeção. 

Os quatro testes grátis por mês por cidadão, que entretanto tinham passado a dois, foram disponibilizados para ajudar mitigar a pandemia. A comparticipação a 100 por cento de vários TRAg por mês avançou a 1 de julho de 2021 e prolongou-se até ao final de setembro. Este regime excecional e temporário foi reativado em 18 de Novembro e foi sendo sempre renovado, mantendo-se em vigor até 30 de abril. 

Apesar do fim da gratuitidade destes testes, nos últimos dias os números de infetados com Covid-19 aumentou. De acordo com o último relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), divulgado esta quarta-feira, 27 de abril, o valor médio do Rt — que estima o número de casos secundários de infeção de Covid-19 resultantes de cada pessoa portadora do vírus — subiu 1,02 em Portugal.

Estes números surgem depois de sexta-feira passada, dia 22 de abril, terem sido levantadas as restrições relativas ao uso de máscara em locais fechados. Marta Temido, ministra da Saúde, afirmou na altura, que a “evolução da situação é positiva” no País e que, apesar de “não estarmos no patamar ideal, o caminho permite neste momento alterar o enquadramento que existia” e um deles é o fim do uso de máscaras. A situação de alerta continua em vigor até dia 5 de maio. 

No entanto, a Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou esta quinta-feira, 28 de abril, a orientação sobre o uso obrigatório e recomendado de máscara, considerando que a sua utilização se mantém como uma “importante medida” para conter as infeções causadas pelo coronavírus.

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