Poucos produtos no mundo da beleza conseguem manter-se relevantes durante tanto tempo como o clássico creme da Nivea, que vem na emblemática lata azul. Lançado há mais de um século (chegou ao mercado em 1911), é a escolha de milhões de pessoas quando a pele fica seca, os cotovelos ásperos e as mãos gretadas. Agora, está com desconto no Continente — a embalagem de 150 mililitros passou de 4,39€ para 3,29€.
O produto já foi examinado por várias entidades internacionais, como a Organização de Consumidores e Utilizadores (OCU), que em Espanha tem o mesmo papel que a DECO Proteste. “Após duas semanas de utilização, a Nivea da lata demonstrou a sua capacidade de hidratação, que na OCU consideramos boa: quatro estrelas”, disse a instituição.
Mas há uma utilização que deve ficar fora da lista: a proteção solar. A própria organização afirma que “serve para o corpo, o rosto, as mãos, os pés e as zonas secas, mas não para o sol”, um erro muito comum durante o verão.
A confusão surge, muitas vezes, quando a pele fica mais confortável depois de aplicar o creme após algumas horas na praia. O efeito existe, mas não significa que a pele esteja protegida da radiação ultravioleta.
Segundo o que a farmacêutica Marta Ortega explicou à revista espanhola “CLARA”, o produto “não substitui um aftersun nem oferece proteção contra a radiação solar”. A especialista acrescenta que “não contém ingredientes calmantes ou reparadores específicos para tratar uma pele avermelhada ou sensibilizada por uma exposição solar intensa”. Pode ajudar quando a pele está seca, mas não trata os danos provocados por uma queimadura solar nem protege contra os raios UV.
O desempenho do creme está relacionado com a função para a qual foi criado. A sua composição, rica em agentes emolientes e oclusivos, ajuda a reforçar a barreira cutânea e a reduzir a perda de água através da pele. Desta forma, contribui para manter a hidratação e recuperar a sensação de conforto quando a pele está muito seca ou fragilizada. Ainda assim, durante os meses mais quentes, pode não ser a melhor opção para todos os tipos de pele.
Inmaculada Canterla, também farmacêutica, explicou à revista “Woman” que o creme “não tem SPF, ou seja, não tem filtros solares, e é muito oclusivo e gorduroso”. Durante o verão ou em situações de exposição solar, essa textura pode tornar-se pesada, obstruir os poros e favorecer o aparecimento de mílias ou acne em peles mistas e oleosas.
Além disso, a Nivea da lata azul não protege contra os raios UVA ou UVB. Por isso, não previne o fotoenvelhecimento, as manchas ou as queimaduras solares. A recomendação passa por reservar este clássico para peles secas e para zonas do corpo que precisam de uma dose extra de hidratação e nutrição. Já a proteção solar deve ficar para produtos concebidos para esse efeito.
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