Conseguimos apontar muito mais qualidades do que defeitos ao verão. No entanto, há um problema associado aos meses quentes que é capaz de levar qualquer um à loucura. Falamos dos mosquitos e, principalmente, das melgas, que muitas vezes nos mantêm acordados durante a noite e com comichão em diferentes partes do corpo durante o dia.
A Comporta é um dos locais que sofre particularmente com a presença de melgas, mas há outras zonas do País onde estas se multiplicam, principalmente ao final da tarde e noite. Uma das formas de combater esta situação é usar repelentes. Mas como escolhê-los? É que nem todos oferecem a mesma proteção.
Para descobrir quais são os mais eficazes, a DECO PROteste realizou um teste laboratorial que simulou situações reais de utilização e analisou, ao detalhe, o desempenho de vários produtos disponíveis no mercado.
A avaliação começou com a eficácia contra os mosquitos, recorrendo a exemplares da espécie Aedes albopictus, mais conhecida como mosquito-tigre. Estes insetos foram criados em laboratório, em condições rigorosamente controladas de temperatura e humidade, para garantir resultados fiáveis. Em cada caixa de teste foram colocados 150 mosquitos fêmea — as únicas responsáveis pelas picadas, já que necessitam de sangue para o desenvolvimento dos ovos — e 75 machos.
Os testes envolveram voluntários selecionados de acordo com um critério exigente: sem qualquer proteção, tinham de ser picados pelo menos dez vezes em menos de um minuto. Antes da aplicação do repelente, a pele era cuidadosamente lavada e desinfetada. Depois, o produto era aplicado no antebraço, desde o cotovelo até ao pulso, enquanto as mãos permaneciam protegidas com luvas de látex.
Para garantir a imparcialidade, os participantes nunca sabiam qual era o repelente que estavam a experimentar. De meia em meia hora, introduziam o braço na caixa com os mosquitos durante três minutos. Os investigadores registavam o momento em que surgia a primeira picada confirmada, considerando que a proteção terminava quando essa picada era seguida por outra nos 30 minutos seguintes ou quando ocorriam várias picadas na mesma sessão.
Foi precisamente este intervalo entre a aplicação do produto e o fim da proteção que permitiu determinar quais os repelentes mais eficazes e durante quanto tempo conseguiam manter os mosquitos afastados.
Mas o desempenho não foi o único fator analisado. A DECO PROteste avaliou também o potencial risco associado à utilização de cada produto, tendo em conta as substâncias ativas presentes e diferentes cenários de exposição. Foram considerados tanto os efeitos de uma única aplicação como de uma utilização diária ao longo de 21 dias, em adultos e miúdos, ajustando a quantidade de produto utilizada em cada caso.
A análise incluiu ainda um escrutínio à rotulagem e às embalagens. Entre os aspetos avaliados estiveram a clareza das instruções de utilização, a indicação da dose recomendada para cada parte do corpo, o número máximo de aplicações diárias, os avisos destinados a grupos mais vulneráveis, como os mais pequenos e grávidas, bem como a identificação das substâncias ativas e respetivas concentrações.
Também as embalagens passaram pelo teste. Os especialistas verificaram o material utilizado, a existência de uma caixa de cartão exterior e se o frasco chegava ao consumidor devidamente selado.
Foi assim que a entidade chegou às 11 melhores propostas que estão à venda em Portugal. Carregue na galeria para conhecer os melhores repelentes de mosquitos segundo a DECO PROteste.








