Saúde

Depois dos “filhos da puta”, Prozis apela à paz

Na primeira comunicação oficial da marca após a polémica com o seu fundador, pede-se “respeito pela pluralidade de opiniões”.
Miguel Milhão, o fundador da empresa, está no centro da polémica

A posição oficial tardou, mas chegou. Depois de dois dias de polémica que envolveram o fundador da Prozis, a marca nacional reagiu publicamente com um comunicado partilhado esta quarta-feira, 29 de junho, nas redes sociais.

“A Prozis é feita de pessoas e para pessoas. Existimos para produzir e servir, com excelência, dia após dia”, começa o texto, antes de abordar diretamente a controvérsia. “Estamos solidários e ao lado de todos aqueles que têm recebido mensagens de intolerância.”

A marca reafirma o sentido das palavras já divulgadas pelo fundador Miguel Milhão, ao manter-se ao lado dos muitos embaixadores da Prozis que optaram por não terminar as parcerias. Ao contrário do que já aconteceu com algumas personalidades que, devido à polémica, anunciaram que iriam deixar de promover os produtos da empresa.

“Acreditamos na liberdade de expressão e, por isso, apelamos ao respeito pela pluralidade de opiniões. Não somos perfeitos. Somos humanos. Peace”, conclui o comunicado que continua a manter acesa a polémica provocada na segunda-feira, 27, pelo fundador Miguel Milhão.

Foi na rede LinkedIn que o empresário resolveu partilhar a sua opinião sobre a recente reversão da lei do aborto nos Estados Unidos. “Parece que os bebés que ainda não nasceram têm os seus direitos de volta nos EUA. A natureza está a recuperar”, escreveu na publicação que gerou imediatamente uma onda de críticas.

A indignação levou a que muitas das conhecidas embaixadoras da marca decidissem cortar relações com a Prozis. Foi o caso de Jéssica Athayde, Marta Melro, Diana Monteiro ou de Diana Monteiro. Porém, nem todas o fizeram. Por isso, mereceram a nota de solidariedade da marca — foi o caso de Joana Amaral Dias, que explicou à NiT ter sido “contratada para divulgar a Prozis, não ideologias e crenças”.

Esta terça-feira, 28 de junho, antes de a Prozis emitir comunicado oficial, o seu fundador Miguel Milhão passou pelo podcast interno da empresa para tecer novos comentários polémicos. “Não preciso de Portugal. Não preciso da Prozis”. Miguel Milhão também disse que os seus críticos são “filhos da puta”.

A NiT falou ainda com um ex-funcionário da empresa, que conta tudo sobre as festas privadas com cabras anãs e que até chegaram a ter José Castelo Branco a rebolar junto aos animais.

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