Saúde

Desconfinamento pode levar a um crescimento exponencial de casos da variante britânica

Estima-se que desde início de dezembro estirpe britânica tenha infetado cerca de 150 mil pessoas.
Confinamento pode durar.

Foi a 15 de dezembro que o Reino Unido revelou ter identificado uma estirpe britânica, ainda mais transmissível, do novo coronavírus. Nessa altura, esta variante já tinha chegado a Portugal.

Durante a reunião do Infarmed desta segunda-feira, 22 de fevereiro, João Paulo Gomes, do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, deu conta da estimativa de que, desde o início de dezembro, a variante britânica já terá infetado em Portugal cerca de 150 mil pessoas.

O mesmo especialista explicou que, sendo esta mais transmissível, era expectável que esta tivesse passado a ter ainda mais preponderância. A razão? Sendo mais transmissível do que outras, teria crescido mais do que as restantes durante o confinamento. A descida de casos levou a uma surpresa para os especialistas: o confinamento parece ter levado a estabilização, na percentagem de novos casos, nas semanas mais recentes.

João Paulo Gomes explicou ainda que, nas primeiras semanas de dezembro, o número de infetados com a variante britânica duplicava todas as semanas. Atualmente, e já com o impacto do confinamento a fazer-se sentir, esta tem crescido com valores entre os 4 e os 10 por cento.

Os sinais positivos não dão, no entanto, margem para trégua. O especialista estima mesmo que o desconfinamento poderá levar a novo “aumento exponencial de variante britânica”.

Sobre os casos identificados da variante brasileira, também já tratada como variante de Manaus, João Paulo Gomes realçou que os sete casos identificados têm uma característica favorável: não são sete casos de entrada separados de nova infeção. São, na verdade, dois clusters familiares, na mesma cadeia de transmissão, o que é uma “boa notícia”.

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