Saúde

DGS alerta: mortes e internamentos por Covid-19 devem subir nas próximas semanas

É a previsão do mais recente relatório de monitorização das linhas vermelhas para o novo coronavírus.
Ainda vai piorar.

A informação é muito clara: nas próximas semanas, os portugueses devem estar preparados para assistir a um aumento do número de internamentos e mortes associados à Covid-19. É esta a previsão da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) no relatório de monitorização das linhas vermelhas para o novo coronavírus divulgado esta sexta-feira, 23 de julho.

De acordo com o documento, o aumento da atividade epidémica, “associado ao predomínio crescente da variante Delta no País, tem aumentado a pressão sobre os serviços de saúde”, sendo expectável que haja um novo aumento dessa pressão ao longo das próximas semanas, assim como de o crescimento do número de óbitos por complicações relacionadas com o vírus.

“O incremento do número de casos no grupo etário acima dos 80 anos pode vir a condicionar um aumento de número de internados e eventualmente do número de óbitos nas próximas semanas”, destaca o relatório da DGS e do INSA, que revela ainda que a variante Delta se mantém dominante em todas as regiões do país. Atualmente, esta variante do novo coronavírus é responsável por 94,8 por cento de todas as novas infeções confirmadas na última semana.

O INSA e a DGS mostram-se igualmente preocupados com o número de internados em unidades de cuidados intensivos. Este é um número que voltou a subir, representando agora “70 por cento do valor crítico definido de 255 camas ocupadas”. De acordo com o relatório anterior, esta percentagem estava nos 68 por cento.

É na região de Lisboa e Vale do Tejo que se concentra a maior parte dos internados. Há 97 doentes em cuidados intensivos, o que corresponde a 94 por cento do limite desta região. A DGS detalha ainda que “o grupo etário com maior número de casos de Covid-19 internados em unidades de cuidados intensivos corresponde ao grupo etário dos 40 aos 59 anos”.

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