Saúde

DGS anuncia 10 medidas para evitar aumento de contágios no Natal

As recomendações foram avançadas por Rui Portugal, sub diretor-geral da Saúde, em conferência de imprensa.
Leia tudo com atenção.

Esta terça-feira, 15 de dezembro, fica marcada pela conferência de imprensa da Direção-Geral da Saúde (DGS) para anunciar as recomendações para evitar o aumento de contágios no Natal. “É uma quadra em que temos de nos adaptar aos novos tempos e à situação pandémica em que nos encontramos”, começou por dizer o sub-diretor-geral da Saúde

Rui Portugal referiu também que nesta época festiva é preciso “planear com cuidado, junto dos nossos” os encontros familiares. E mais: “É importante na conversa entre familiares gerir as expectativas de cada um”, nomeadamente dos mais novos.

Em seguida, enumerou dez recomendações que os portugueses devem ter em conta nas celebrações do Natal em tempos de pandemia.

1. Cumprir as regras em vigor nestes dias e nesta quadra, nomeadamente em termos de mobilidade e ajuntamentos, em relação ao concelho, região ou País;

2. Se alguém estiver doente ou com sintomas deve cumprir as regras estipuladas;

3. Reduzir os contactos antes desta quadra festiva e durante esses dias. Socializar com o menor número de pessoas possível;

4. Em todos os contactos, durante esta quadra, deve reduzir-se o tempo de exposição. As pessoas devem estar juntas menos tempo e saber usar os espaços exteriores;

5. Reduzir os contactos em termos de núcleo familiar. Nesta época especial “a família são aqueles que habitam no mesmo espaço físico”, ou seja, deve ser reduzido o contacto com familiares que morem noutra casa;

6. Limitar todas as celebrações e contactos ao agregado familiar, tendo contacto com os outros membros por meios digitais ou visitas rápidas “no quintal de uns e de outros” ou “nas escadas dos prédios”;

7. Manter distanciamento (1,5 a dois metros) em todas as situações: nas deslocações, nas cozinhas, nos convívios e nas salas. E evitar de todo os cumprimentos tradicionais;

8. A proteção é maior em espaços maiores e mais arejados. Não elimina o risco, mas diminui. As superfícies devem ser frequentemente desinfetadas;

9. Lavar e desinfetar as mãos frequentemente, usar máscara de forma adequada e manter a etiqueta respiratória;

10. Se estiver com elementos de agregados familiares não coabitantes, evitar a partilha de objetos. Evitar também o consumo de substâncias que aumente “as afetividades”.

O sub-diretor-geral da Saúde disse também que se deve “honrar o que está a acontecer em Portugal”, com uma incidência acumulada a 14 dias a mostrar uma curva descendente, que temos de ter o respeito para que não se transforme, dentro de um mês, numa curva ascendente com repercussões graves nos serviços de saúde e mortalidade aumentada sobre os mais vulneráveis.

Rui Portugal referiu também que “família é quem vive na mesma casa” e que “é preciso criatividade e bom senso na altura das refeições nesta quadra”.

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