Saúde

DGS confirma mais 35 casos de varíola dos macacos em Portugal — já são 276 infetados

Até ao momento, todos os infetados são homens entre os 19 e os 61 anos. A maioria está na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Fotografia: Svetlana Gumerova no Unsplash.

O número de casos de varíola dos macacos em Portugal voltou a aumentar. De acordo com a nova atualização da Direção-Geral da Saúde (DGS), realizada esta sexta-feira, 17, já são 276 (mais 35) as pessoas infetadas com a doença provocada pelo vírus Monkeypox. Os pacientes encontram-se estáveis e estão a ser acompanhados pelas autoridades competentes.

Para já, todos os diagnósticos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) pertencem a homens entre os 19 e os 61 anos. Destes, a maioria tem menos de 40 anos. Lisboa e Vale do Tejo continua a ser responsável por reportar o maior número de infeções, apesar destas também existirem nas regiões Norte e Algarve.

“Os indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico”, recomenda a DGS.

Na presença de sintomas, é importante “abster-se de contacto físico direto com outras pessoas e de partilhar vestuário, toalhas, lençóis e objetos pessoais enquanto estiverem presentes as lesões cutâneas, em qualquer estádio, ou outros sintomas”.

Leia ainda sobre a descoberta, feita em Portugal, que pode ser fundamental para perceber a origem do surto e as causas da rápida disseminação da doença. O artigo relativo às potenciais vacinas que a farmacêutica Moderna está a testar em estudos pré-clínicos também lhe pode interessar.

Saiba, igualmente, mais pormenores sobre as sequenciações genéticas que começaram a ser realizadas em 2018 e indicam que o vírus na origem da varíola dos macacos sofreu mutações dez vezes acima do que seria habitual nos últimos quatro anos. Nesta notícia, contamos-lhe das 1.400 infeções registadas em sete países africanos desde o início de 2022.

Leia também o artigo da NiT sobre a nova denominação que a Organização Mundial de Saúde (OMS) quer atribuir ao vírus Monkeypox e sobre as 10 mil vacinas compradas pela União Europeia.

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