Saúde

DGS dá um passo atrás e volta a recomendar o uso de máscaras nos transportes públicos

A autoridade de saúde considera que a utilização se mantém como uma “importante medida” para conter as infeções.
Restrições voltam.

Três semanas depois do Governo levantar a obrigatoriedade do uso de máscara nos transportes públicos e farmácias, a Direção-Geral de Saúde (DGS) volta a recomendar o uso desta proteção nestes contextos. A orientação foi atualizada de acordo com “a atual situação epidemiológica e a melhor evidência científica”, explica a autoridade de saúde.

A DGS atualizou esta quinta-feira, 15 de setembro, a orientação sobre o uso obrigatório e recomendado de máscara, considerando que a sua utilização se mantém como uma “importante medida” para conter as infeções causadas pelo coronavírus. Desta forma a autoridade de saúde recomenda a utilização das máscaras “por qualquer pessoa com idade superior a 10 anos sempre que se encontre em ambientes fechados, em aglomerados, nomeadamente, na utilização de transportes coletivos de passageiros, incluindo o transporte aéreo, bem como no transporte de passageiros em táxi ou TVDE”. As farmácias também estão incluídas nesta recomendação.

O comunicado da DGS avança que se mantém a recomendação de uso de máscaras para as pessoas mais vulneráveis, nomeadamente com doenças crónicas ou estados de imunossupressão que apresentam risco acrescido para Covid-19 grave, sempre que se encontrem em situações de maior risco de exposição.

O uso destas proteções mantém-se obrigatório em estabelecimentos de serviços de saúde, em estruturas residenciais ou de acolhimento ou serviços de apoio domiciliário para populações vulneráveis, pessoas idosas ou pessoas com deficiência, bem como em unidades da Rede Nacional de Cuidados.

Recorde-se que esta nova orientação da DGS chega exatamente no mesmo dia que o Instituto Ricardo Jorge (INSA) deu a conhecer as conclusões da quarta fase do Inquérito Serológico Nacional Covid-19, realizado entre 27 de abril e 8 de junho. Segundo o comunicado, 96 por cento da população portuguesa está praticamente imune ao vírus.

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