Saúde

DGS diz que sequelas podem resultar do internamento e não da doença

Tem sido uma das questões mais discutidas durante a pandemia. A diretora-geral da Saúde comentou o tema.
Portugal tem mais de 95 mil casos confirmados da doença.

Durante a conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia de Covid-19 no nosso País, que aconteceu esta sexta-feira, 16 de outubro, Graça Freitas foi questionada sobre eventuais sequelas da doença — um tema que tem vindo a ser debatido ao longo da pandemia.

A diretora-geral da Saúde explicou que é importante distinguir entre possíveis sequelas dessa doença e outras resultantes do internamento desses doentes.

De acordo com a responsável, quem fica em unidades de cuidados intensivos em ventilação e durante longos períodos, “independentemente da doença que deu origem a esse internamento, podem apresentar sequelas que, muitas vezes, não ficam permanentemente”. Podem ser reversíveis, por exemplo, com fisioterapia e com a passagem do tempo.

E continua: “Começam a surgir números e estudos relacionados com as possíveis sequelas, mas temos de distinguir aqui duas situações, nomeadamente no que diz respeito a sequelas do foro neuromuscular — questão relacionada com a perda de capacidade física e muscular.”

Graça Freitas reforça que temos de saber a que se devem os sintomas, se à Covid ou às consequências do tratamento e do internamento. “Os médicos dos hospitais que deram alta a estes doentes” acompanham a sua convalescença e vão monitorizando o aparecimento e desaparecimento destas sequelas. (…) É um trabalho normal e é normal que existam estudos descritivos que dizem isso: quantos ficaram com sequelas e o que aconteceu”.

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