Saúde

DGS recomenda abstinência sexual a infetados com varíola dos macacos para travar doença

A autoridade de saúde também sugere que os infetados evitem o contacto próximo com animais domésticos.
Esteja atento aos sintomas.

Com a varíola dos macacos a chegar a cada vez mais regiões onde a doença não é comum — um relatório do Ministério da Saúde brasileiro, citado pelo jornal “O Globo” e que usa como referência dados internacionais, dá conta de 333 infeções identificadas em 23 países — multiplicam-se as recomendações para travar o avançar da doença.

Esta terça-feira, 31 de maio, a Direção-Geral da Saúde (DGS) definiu as regras de abordagem clínica e epidemiológica para casos de infeção humana por vírus Monkeypox. Os doentes devem optar pela abstinência sexual e evitar contacto com animais domésticos e outros, sobretudo roedores. O vestuário e os têxteis usados pelos infetados precisam de ser higienizados com água quente recorrendo aos detergentes habituais. Quando possível, utilize um ciclo de lavagem prolongado, acima dos 60ºC, da máquina de lavar.

De acordo com a agência “Lusa”, a entidade anunciou, igualmente, que como “o período de contágio está correlacionado com o início de sintomas”, “não será necessário o isolamento dos contactos enquanto assintomáticos”, pelo que estes podem “continuar a manter as atividades diárias rotineiras, como trabalhar e frequentar a escola”.

Durante o período de vigilância, contudo, é recomendado que evitem viagens longas e grandes distâncias para que “possa ser mais exequível e mais rápido o isolamento, na eventualidade de aparecimento de sinais e ou sintomas”.

Perante um caso suspeito a indicação é a de proceder “ao isolamento e manter o distanciamento físico até à resolução das lesões (queda das crostas), assim como privar-se de permanecer no mesmo espaço se coabitar com crianças pequenas, grávidas e pessoas imunodeprimidas”. “Qualquer pessoa pode contactar o SNS24 para ser referenciada, rapidamente, para observação médica no serviço de urgência ou numa consulta de cuidados de saúde primários”.

A DGS reforçou ainda a importância de garantir a higienização e desinfeção de objetos de uso pessoal — de vestuário a roupas de cama e atoalhados. Detergentes com cloro devem ser utilizados para limpar as superfícies duras do espaço doméstico, deixando-as secar ao ar.

O documento refere também que a ação terapêutica a adotar varia conforme a avaliação clínica individual de cada caso. Uma vez que a maioria requer cuidados em ambulatório, o tratamento é de suporte sintomático.

No momento, a possibilidade de recorrer a antivirais está a ser avaliada em conjunto com as agências nacionais, internacionais e os parceiros europeus. Tanto em Portugal como na Europa, não existe uma vacina aprovada contra a enfermidade.

Lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço são os sintomas a que tem de estar atento.

Para já, sabe-se que a transmissão acontece de pessoa para pessoa e, por norma, em situações de proximidade com um infetado, especialmente face a face sem proteção adequada e no contexto de relações que impliquem contacto íntimo e prolongado.

“Embora o contacto físico próximo seja um fator de risco bem conhecido para a transmissão, não está claro, neste momento, se o VMPX pode ser transmitido, especificamente, por via sexual. São necessários estudos adicionais para esclarecer esta via de transmissão”, acrescenta a orientação.

Leia ainda sobre a descoberta, feita em Portugal, que pode ser fundamental para perceber a origem do surto e as causas da rápida disseminação da doença. O artigo sobre as potenciais vacinas que a farmacêutica Moderna está a testar em estudos pré-clínicos também lhe pode interessar.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT