Saúde

Direção-Geral da Saúde aguarda informação da OMS sobre o vírus que já infetou 35 na China

A entidade ainda não divulgou as medidas a adotar para combater o novo tipo de Henipavírus detetado em duas províncias chinesas.
Os alertas estão a ser validados.

Um novo tipo de Henipavírus foi identificado em animais nas províncias chinesas de Shandong e de Henan e já infetou 35 pessoas. A informação consta de um artigo publicado no “New England Journal of Medicine” na passada quinta-feira, dia 4 de agosto, e assinado por cientistas da China e de Singapura.

A nova estirpe foi encontrada em amostras de esfregaços recolhidos na garganta de doentes febris que estiveram em contacto com animais selvagens. O alerta foi divulgado pela rede de autoridade de saúde, laboratório de referência nacional e outros parceiros nacionais, e logo estabelecida a articulação da Direção Geral da Saúde com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).

Como o aviso não foi efetuado pelas autoridades chinesas, mas sim numa publicação científica, o procedimento internacional requer uma abordagem para a validação do alerta, confirmação e avaliação de risco conjunta. A DGS comunicou à Lusa que continua a aguardar mais informações sobre as eventuais medidas a considerar, em conjunto com as autoridades de saúde internacionais. Os investigadores envolvidos no estudo confirmaram que este vírus pode ter sido transmitido por animais.

Ainda não existe vacina nem tratamento para esta infeção, que está associada a sintomas como febre, cansaço, tosse, perda de apetite, dores de cabeça e musculares, e náuseas, segundo o jornal oficial Global Times, que cita o artigo publicado por cientistas da China e Singapura no “New England Journal of Medicine”, uma das mais prestigiadas revistas médicas do mundo.

De acordo com o mesmo órgão de comunicação, investigações posteriores revelaram que 26 dos 35 pacientes portadores deste agente viral desenvolveram estes sintomas clínicos, aos quais se somam irritabilidade e vómitos.

O Henipavírus é umas das estripes emergentes na região da Ásia-Pacífico. Tanto o vírus Hendra (HeV) como o vírus Nipah (NiV) deste género são conhecidos por infetarem os seres humanos através dos morcegos da fruta, os hospedeiros de ambos os vírus. Estes podem causar doenças graves em animais e humanos e, segundo a OMS, estão classificados como pertencendo ao nível 4 de biossegurança com taxas de fatalidade entre 40 a 75 por cento.

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