Saúde

“É prematuro” deixar de usar as máscaras, avisa a Fundação Portuguesa do Pulmão

Apesar do processo de vacinação estar a correr bem, ainda não é o momento de aligeirar cuidados.
Certificados falsos à venda.

Ainda é cedo para baixar a guarda. É essa a perspetiva da Fundação Portuguesa do Pulmão, que considera que ainda não é o momento de serem esquecidas as medidas de proteção individual para evitar a propagação da Covid-19.

“Apesar dos indiscutíveis avanços que temos registado no combate à presente pandemia, sobretudo na sequência do sucesso da campanha de vacinação”, destaca a organização, “a respetiva situação epidemiológica aconselha que se deva manter um robusto nível de medidas preventivas”. Entre elas estão, claro, as máscaras.

A posição foi defendida num comunicado enviado à agência Lusa no sábado, 28 de agosto. O facto de a variante Delta ser responsável nesta altura por praticamente todos os novos casos em Portugal serve de argumento, sobretudo por ser mais  transmissível do que variantes anteriores.

A Fundação Portuguesa do Pulmão, que se foca na promoção da saúde respiratória, realça que a Delta pode ser 60 por cento mais contagiosa. O processo de vacinação diminui consideravelmente o risco de morte e hospitalização. No entanto, é a própria fundação que destaca o facto de as vacinas existentes não impedirem totalmente a infeção ou a transmissão do vírus. A incidência atual e o número ainda elevado de casos ativos aconselham também cautela.

“É prematuro considerar o fim da obrigatoriedade do uso da máscara de proteção respiratória nos espaços públicos exteriores sempre que a distância social de segurança não esteja garantida. No mesmo sentido é nossa opinião que o uso de máscara deverá continuar a ser obrigatória em todos os espaços públicos interiores”, defende ainda.

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