Saúde

Elevada procura leva farmacêutica que produz Ozempic a racionar doses na Europa

Fármaco é prescrito para o tratamento da diabetes tipo 2, mas também ajuda a perder peso — o principal motivo da escassez.
Tem vários riscos associados.

A corrida ao Ozempic, o medicamento para a diabetes tipo 2, que ajuda a perder peso, continua. A procura é tal que a farmacêutica Novo Nordisk se viu obrigada a racionar as doses do fármaco na Europa. A medida foi tomada para poderem concentrar-se na produção do medicamento e aumentarem, assim, o fornecimento do mesmo.

O alerta foi dado pela Agência Europeia do Medicamento (EMA), que prevê uma “escassez intermitente” do fármaco. Para tentar responder à procura, a empresa que o produz vai limitar o fornecimento da dose inicial de 0,25 miligramas de Ozempic para dar prioridade aos doentes que já estão a receber a terapêutica semanal. A estratégia é a mesma que já utilizou nos Estados Unidos para gerir a procura de Wegovy, que excedeu largamente as expetativas da procura.

Tanto o Ozempic, como o Wegovy, são inicialmente receitados em doses mais baixas e depois aumentada, ao longo dos meses, de forma gradual. O plano é feito para gerir os efeitos secundários e permitir que o organismo se habitue.

“Recomenda-se limitar o início do tratamento (com Ozempic) de novos pacientes durante a escassez e até que a capacidade de fornecimento melhore, algo que deverá acontecer no primeiro trimestre de 2024”, esclarece a Novo Nordisk, aqui citada pelo “Público”. A empresa aconselha ainda os médicos a considerarem “alternativas adequadas” enquanto o Ozempic não estiver disponível para os doentes.

Aproveite e leia o artigo da NiT sobre os casos de Nuno e Maria que embora tenham objetivos semelhantes, tomam o Ozempic por razões distintas. Enquanto Maria estava determinada em emagrecer, Nuno precisava de controlar a progressão da diabetes. Ambos tiveram perdas de peso drásticas.

 

 

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