Saúde

Enfermeiro não recebeu segunda dose da vacina e agora está infetado com Covid-19

Adiamento foi feito para tentar vacinar o maior número de pessoas numa primeira fase.
Decisão do governo está a causar polémica.

Um enfermeiro das urgências do hospital Princess of Wales, em Bridgend, no País de Gales, foi diagnosticado com Covid-19 após ter sido adiada a sua toma da segunda dose da vacina da Pfizer. O motivo que levou ao adiamento foi a mudança das regras por parte do governo daquele país, que preferiu usar essas vacinas para garantir mais primeiras doses.

David Longden, de 43 anos, deveria ter tomado a sua segunda dose da vacina a 5 de janeiro. No entando, com esta mudança, a data foi adiada e o enfermeiro acabou por receber um teste positivo a 8 de janeiro, o que o obrigou a ter de ficar em isolamento.

“Já estou há vários dias fora de serviço enquanto o departamento de emergências está sobrelotado de pacientes. Bridgend é uma das áreas do País de Gales com maiores taxas de coronavírus”, disse o enfermeiro, citado pelo “Daily Mail”, acusando o Governo de ter “vistas curtas” ao não proteger de forma adequada os funcionários que estão na linha da frente.

Isolado numa pequena cabana no jardim de casa, David Longden tem medo de infetar o companheiro, que sofre de várias doenças graves como diabetes.

enfermeiro
O enfermeiro em causa.

Os primeiros sintomas da doença, que surgiram um dia antes de ter testado positivo para Covid-19, foram dores de cabeça e uma forte constipação, em conjunto com diarreia, cansaço e um mal estar generalizado. “Fiquei cada vez mais indisposto e tinha muitos sintomas típicos de Covid como perda de paladar e olfato, mas felizmente ainda não tive febre”, explica.

Apesar de todos os cuidados com a lavagem frequente das mãos e toda a vigilância necessária, o enfermeiro acredita que a sua infeção possa ter sido causada pela nova estirpe, que é 50 por cento mais contagiosa.

Em resposta a este caso, o ministro da Saúde galês, Vaughan Gething, defendeu-se dizendo que o alargamento dos prazos entre a toma da primeira e da segunda dose da vacina permitiria salvar mais vidas.

“Pensem desta forma: se têm duas doses da vacina disponíveis, podem escolher entre dá-las a uma pessoa para proporcionar-lhe uma total proteção excelente ou podem decidir dar as duas doses a duas pessoas diferentes e assim dar às duas um elevado nível de proteção”.

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