Saúde

Especialistas defendem espaço de 8 semanas entre as duas doses da vacina da Pfizer

É esse o momento que os estudos realizados permitem concluir que é o ideal para gerar uma resposta imunitária mais forte.
São 8 semanas.

Oito semanas. É este o intervalo de tempo ideal entre a administração da primeira e segunda dose da vacina da Pfizer contra a Covid-19. De acordo com os investigadores britânicos, citados pelo “The Guardian”, este período de tempo permite gerar respostas imunitárias mais fortes, protegendo mais as pessoas contra as variantes do vírus, nomeadamente a variante Delta. 

Um estudo financiado pelo Departamento de Saúde e Cuidados Sociais do Reino Unido mostra que, quando comparado com um período de quatro semanas entre doses, um intervalo de 10 semanas produz maior nível de anticorpos, assim como de um conjunto de células capazes de combater este tipo de infeções, as células T. 

O aparecimento e disseminação rápida da variante Delta acabaram por baralhar as contas deste estudo, já que os cientistas dizem que é preferível vacinar as pessoas mesmo que não seja com o espaçamento mais adequado.  Susanna Duanchie, da Universidade de Oxford, explica que “tendo em conta estas alterações, consideramos que as oito semanas são o período ideal. Por um lado há tempo para o corpo ganhar resistência, enquanto, por outro, conseguimos manter o ritmo de vacinação”.

Quase metade da população portuguesa, mais precisamente 47 por cento, tem o esquema vacinal completo depois de ter recebido duas doses da vacina contra a Covid-19 ou uma dose no caso da Janssen, a vacina da Johnson & Johnson. São 4.860.822 pessoas totalmente vacinadas em território nacional, de acordo com o mais recente relatório de vacinação da Direção Geral da Saúde.

O relatório revela também que há já 6.581.332 pessoas em Portugal com pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19, o que representa 64 por cento da população.

Neste momento 99 por cento da população com mais de 65 anos já tem pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19. Nas pessoas com mais de 80 anos 95 por cento têm a vacinação completa, bem como 91 por cento no caso da faixa etária entre os 65 e os 79 anos. O valor é idêntico (92 por cento) nas pessoas com idades entre 50 e 64 anos que já receberam pelo menos uma dose da vacina, a faixa etária em que 77 por cento das pessoas já completaram a vacinação.

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