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Saúde

Este exercício simples ajuda a reduzir o risco de demência

Pedalar cerca de 17 minutos por dia pode trazer benefícios para o cérebro e combate várias doenças.

Os benefício do exercício regular, tanto a nível físico como mental, já estão bem documentados. Até atividades simples, como caminhar, trazem vantagens para o corpo.

A 18 de março, um novo estudo partilhado pela “Alzheimer’s Association”, revelou que há um treino em específico que pode ajudar a prevenir a demência: o cycling. Neste projeto, investigadores do Reino Unido acompanharam 23 adultos na casa dos 30 anos com excesso de peso.

Metade participou num programa de exercício durante 12 semanas, enquanto a outra metade manteve níveis reduzidos ou inexistentes de atividade. O grupo que treinou realizou um plano de ciclismo e os resultados indicaram que pedalar cerca de 17 minutos por dia pode trazer benefícios para o cérebro e ajudar a reduzir o risco de demência.

Análises ao sangue mostraram que os praticantes que fizeram cycling apresentaram um aumento significativo do fator neurotrófico derivado do cérebro, uma proteína associada ao crescimento e à comunicação entre neurónios, frequentemente relacionada com a saúde cerebral. No grupo sedentário, os níveis mantiveram-se inalterados.

Exames cerebrais revelaram também que os participantes que andaram de bicicleta apresentavam menor atividade cerebral em tarefas de atenção e controlo, o que os investigadores interpretam como sinal de maior eficiência no funcionamento do cérebro.

O desenvolvimento de demência acontece porque as células do cérebro vão sendo danificadas ao longo do tempo. Esse dano pode resultar de diferentes processos, como a acumulação de proteínas anormais no cérebro, problemas na circulação sanguínea cerebral, inflamação ou morte progressiva dos neurónios.

À medida que as ligações entre as células nervosas se perdem, o cérebro deixa de conseguir processar informação de forma normal. Por isso, os primeiros sinais costumam ser perda de memória recente, dificuldade em encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço ou alterações de humor.

Com a progressão da doença, podem surgir dificuldades em reconhecer pessoas, perda de autonomia e incapacidade para realizar tarefas básicas. Em muitos casos, estas alterações começam anos antes dos sintomas serem evidentes, existindo uma fase silenciosa em que o cérebro já está a sofrer alterações sem que o paciente se aperceba.

Leia também o artigo da NiT para conhecer o número de cafés diários que deve beber para reduzir o risco de demência.

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