Saúde

Estudo estima que 17% dos portugueses tinham anticorpos para a Covid-19 em março

Os investigadores analisaram colheitas de sangue feitas entre os dias 1 e 17 de desse mês.
Há novos dados.

Esta quinta-feira, 15 de abril, foram divulgadas as conclusões de mais um estudo de assinatura portuguesa. Chama-se Painel Serológico Longitudinal Covid-19 e analisou a presença de anticorpos para o SARS-CoV-2 em colheitas de sangue feitas entre 1 e 17 de março, em Portugal continental e ilhas, com uma amostra representativa da população portuguesa.

Segundo a “TVI24”, que cita a Lusa, a amostra incluiu 2.172 pessoas de várias idades e regiões, das quais 156 foram vacinadas maioritariamente até ao fim de fevereiro e 264 tinham revelado anticorpos contra o novo coronavírus num estudo serológico anterior, de setembro e outubro do ano passado, conduzido pela mesma equipa.

Após a análise, os investigadores estimam que 13 por cento da população portuguesa teria em março anticorpos contra a Covid-19 após a infeção natural, uma percentagem que sobe para 17 por cento quando incluídas as pessoas vacinadas.

O coordenador do estudo, Bruno Silva-Santos, investigador e vice-diretor do Instituto de Medicina Molecular (IMM) João Lobo Antunes, em Lisboa, disse, em declarações à Lusa, que os dados indicam que “a vacinação é a única via em tempo útil para se atingir a imunidade de grupo”, sendo essencial para alcançar o regresso à normalidade.

O especialista do IMM mencionou também a importância da vacinação, destacando que a imunidade contra a infeção, conseguida pela presença de anticorpos neutralizantes no sangue, aumentou dez por cento “num mês de vacinação” e num quadro de “escassez de vacinas”.

Uma vez que a imunidade foi alcançada ao fim de quase um ano inteiro sem vacinação por apenas 13 por cento da população, Bruno Silva-Santos refere que isto refuta a tese anterior de que a imunidade de grupo poderia ser atingida por via natural. “A chave é a vacinação”, garante.

É também de referir que dos 264 participantes que revelaram anticorpos contra a doença no estudo realizado em setembro, 94 por cento mantêm esses anticorpos seis meses depois.

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