Saúde

Estudo indica que a pandemia vai prolongar-se, pelo menos, até ao final de 2021

Foram criados três modelos de evolução da doença. Nenhum deles prevê um fim no futuro próximo.
Não há regresso à normalidade.

A normalidade, como a conhecíamos antes do início da pandemia é agora uma utopia a curto prazo, já todos sabemos. Os hábitos mudaram, o mundo mudou. O que se percebe agora, de acordo com um estudo recente do Centro de Pesquisas para Doenças Infecciosas (CIDRAP, na sigla original), dos Estados Unidos, é que a pandemia não só não vai terminar, como se vai prolongar por muito mais tempo.

De acordo com a “CNN“, que cita o estudo, só se poderá considerar que a pandemia terminou quando se alcançar a tão desejada imunidade de grupo. Uma situação que, apontam os investigadores, vai demorar entre 18 e 24 meses a acontecer. Ou seja, na melhor das hipóteses, só no final de 2021 é que teremos algum tipo de alívio mais sério das medidas de prevenção.

O estudo desenvolvido vai ainda mais longe e define três cenários possíveis para a evolução da pandemia durante este período de tempo.

O primeiro cenário aponta que esta primeira vaga da pandemia se repita de forma sistemática durante os próximos meses, a começar já no início do verão. Neste cenário, independentemente do clima, a doença vai obrigar a períodos de confinamento e permitir alívios periódicos no isolamento, numa série de vagas com um padrão relativamente consistente.

o segundo cenário aponta para um período de acalmia durante o verão e um regresso em força da doença — eventualmente de uma forma ainda mais violenta — já a partir do outono, que obrigará a um novo período de isolamento prolongado. Este cenário, explicam os investigadores, mostra uma pandemia com um padrão semelhante ao que se registou em 1918 e 1919, durante o período da gripe espanhola. Este cenário é o mais perigoso, sublinham, já que a probabilidade de os sistemas de saúde não aguentarem esta segunda vaga é elevada.

O terceiro modelo é apelidado de “lume brando”. Ou seja, a transmissão da doença mantém-se ativa ao longo de todo o tempo, mas em níveis relativamente baixos e facilmente geríveis por parte das autoridades de saúde. Neste cenário, as pessoas devem manter os cuidados como a utilização de máscaras e o distanciamento na rua e espaços públicos, mas não obrigará a um novo período de isolamento, acreditam os investigadores.

O CIDRAP alerta ainda que todos os governos devem procurar criar condições para que os seus países ultrapassem a pandemia de acordo com o terceiro cenário, mas que devem ser tomadas as medidas necessárias para antecipar um confronto com o cenário mais violento da evolução da doença.

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