Saúde

Estudo mostra como portugueses passaram a dormir pior com a pandemia

O descanso noturno agravou-se e ainda não regressou aos níveis pré-pandémicos, revela um trabalho da Deco Proteste.
Qualidade do sono ressentiu-se.

Há o impacto direto na saúde de quem é infetado e nos próprios sistemas nacionais de saúde. Mas a pandemia tem também outro tipo de impacto, que se vai infiltrando no dia a dia. O sono é uma das áreas onde tal se nota.

Um estudo levado a cabo pela Deco Proteste dá conta disso mesmo. As noites são ainda agitadas para 55 por cento dos portugueses. E o impacto da pandemia nos padrões de sono dá indicações de que ainda vai demorar até voltar aos valores anteriores.

A perceção de quase metade dos 940 inquiridos do estudo feito durante o mês de junho debruçou-se sobre como a pandemia terá tido influência na qualidade do sono. Os inquiridos foram questionados sobre quatro momentos em particular: antes da pandemia, durante os dois confinamentos e nos dias que correm.

A percentagem de pessoas que atualmente assumem dormir mal duplicou, comparativamente àquelas que recordam ter passado pelo mesmo antes da pandemia, revela o inquérito. A percentagem de quem considerava que dormia mal a maioria das noites antes da pandemia era de 7 por cento e subiu para 15 por cento. Quanto a quem sofreu com algumas noites mal dormidas, intercaladas com noites em que o descanso corria melhor, os números subirem de 22 por cento para 36 por cento, com o impacto da pandemia.

Entre os inquiridos, apenas 55 por cento garante que dorme bem atualmente na generalidade das noites, sendo que este impacto parece ter sido mais claro entre as mulheres que responderam ao inquérito. Antes da pandemia, 69 por cento das inquiridas afirmaram dormir bem a maioria das noites. Logo no primeiro confinamento, por exemplo, esta percentagem caiu para 45 por cento. 

O impacto nos inquiridos vai além da qualidade do sono. Mais de 60 por cento das mulheres sentem a saúde mental abalada com a pandemia. Entre os homens, a perceção é um pouco diferente: 58 por cento considera que a pandemia não teve impacto ao nível da saúde mental.

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