Saúde

Estudo revela que é possível contrariar a má genética com um estilo de vida saudável

A investigação envolveu o acompanhamento de mais de 350 mil pessoas durante 13 anos.
Alimentação e sono regulado são fundamentais.

Não é verdade que estejamos irremediavelmente presos à nossa genética. A prová-lo esta um novo estudo científico que prova que é possível contrariar algumas tendências naturais, sobretudo adotando um estilo de vida saudável. Falamos de numa conjugação entre exercício físico, uma dieta saudável e horários de sono regulados que, em conjunto, podem provocar um desvio de até 60 por cento no traço genético — e dar mais cinco anos de vida.

É essa a conclusão do artigo publicado na revista BMJ Evidence-Based Medicine e citado pelo jornal britânico “The Guardian”.

O estudo foi desenvolvido com o objetivo de entender a influência das opções saudáveis na genética e resulta do acompanhamento, durante 13 anos, de mais de 353 mil pessoas através de um banco biomédico do Reino Unido ligado ao estudo da hereditariedade.

Todos os envolvidos foram agrupados em categorias, nas quais os números revelaram que 20,1 por cento apresentava uma esperança de vida longa, 60,1 por cento tinham uma esperança intermédia e 19,8 por cento apenas curta. Foi também avaliado se tinham um estilo de vida favorável (23,1 por cento), intermédio (55,6 por cento) ou desfavorável (21,3 por cento).

Os dados revelaram que quem apresentava à partida um risco genético de ter uma vida mais curta, indiciava um risco de 21 por cento de morte precoce, quando comparado com quem não tinha esses marcadores genéticos, independentemente do estilo de vida que levavam a cabo. Por outro lado, quem vivia uma vida de maus hábitos apresentava um risco de morte precoce de 78 por cento, independentemente da genética.

Segundo os investigadores, verifica-se a existência um certo controlo por parte de cada um no que toca ao tempo de vida. Ou seja, os riscos de morte prematura podem ser ligeiramente ultrapassados por escolhas saudáveis. “Este estudo elucida o papel fundamental de um estilo de vida saudável na atenuação do impacto dos fatores genéticos na redução do tempo de vida”, concluíram.

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