Saúde

Existem cada vez mais homens jovens a fazerem implantes capilares — diz especialista

Diogo Araújo tem 27 anos, é arquiteto e contou à NiT que recorreu a este procedimento para melhorar a sua autoestima.
Diogo tem 27 anos e fez um implante capilar.

O cabelo está associado à feminilidade e beleza nas mulheres e à virilidade e juventude nos homens. Socialmente o cabelo é um dos atributos fisícos mais importantes tanto para homens, como para mulheres. Uma ideia que nos acompanha desde a infância, quando víamos filmes de príncipes e princesa, em que todos tinham cabelos longos, fortes e brilhantes. Porém, esta não é a realidade de todos. E, segundo estudos e especialistas da área, existem cada vez mais jovens a sofrer de queda e falta de cabelo que procuram os serviços de clínicas capilares.

Carlos Portinha diretor clínico das clínicas Insparya (especialistas em saúde dos cabeos) explicou à NiT que “existem mais homens a fazer tratamentos e transplantes, porque a queda de cabelo e outras patologias associadas acabam por acontecer mais no sexo masculino”. O médico salientou ainda que “aos 30 anos estas condições afetam cerca de 30 por cento de homens e 3 por cento de mulheres”. Números díspares que se revelam na necessidade dos jovens do sexo masculino procurarem tratamentos para combater a queda ou a falta de cabelo em algumas zonas do couro cabeludo em maior número. Um dos homens jovens que decidiu avançar com um implante capilar contou à NiT — na primeira pessoa — que recorreu a este procedimento para melhorar a sua autoestima.

Diogo Araújo, arquiteto de 27 anos

“Há cerca de três meses olhei para o espelho mais atentamente e comecei a reparar que estava a ficar com umas ‘entradas’ mais acentuadas. O que há uns anos via como algo muito ligeiro agravou-se com avançar da idade. Não tinha muita falta de cabelo, nem tão pouco era algo muito visível, porém já era o suficiente para mexer com a minha autoestima. 

Sempre gostei do meu cabelo e de usar um penteado algo arrojado. E aos olhos mais atentos, como os meus, já se notava alguma ausência de cabelo. Isto levou a que começasse a procurar alternativas até que surgiu a oportunidade de visitar uma clínica especialista na saúde do cabelo. Avancei para uma avaliação da minha situação, onde verificaram que reunia as condições necessárias para fazer para um implante capilar.

Fiquei impressionado com as fotografias do antes e depois. Os resultados eram realmente incríveis, sobretudo em jovens como eu. O conhecimento e o know-how apresentado deram-me confiança e a partir desse momento a decisão estava tomada. Já não me sentia confortável já com a minha imagem e como era uma coisa que podia mudar, decidi avançar. Agendei o procedimento nesse momento.”

“O pior foi a posição em que tinha de dormir”

“Os dias passaram a voar e chegou finalmente a manhã de abril em que dava o primeiro passo para recuperar a minha autoestima. Às 8 da manhã cheguei à clínica e fiz todos os procedimentos aconselhados pelos profissionais. Estava um pouco ansioso, confesso. Fizeram-me uma marcação da área afetada e vi-me pela primeira vez, como não me via há uns anos: careca. Passado o choque passamos para o procedimento propriamente dito.

A parte da manhã foi dedicada à extração dos folículos na nuca, que depois seriam implantados na área afetada durante a tarde. Na primeira fase levei uma anestesia local e deitei-me, numa marquesa, de barriga para baixo, para facilitar o procedimento. Não senti dores durante o processo, mas tinha a sensação que me estavam a mexer na cabeça. Porém, mesmo nesses momentos, senti que havia um cuidado extremo por parte da equipa médica para ficar confortável, o que tornou tudo ainda mais fácil.

Depois do almoço — em que me apresentaram uma agradável panóplia de pratos — levei uma segunda dose de anestesia, agora na zona de implantação e já sentado numa cadeira cirúrgica. Nesse mesmo dia, quando terminaram a implantação, regressei a casa acompanhado. Não estava aconselhado a conduzir, por causa do efeito de anestesia. 

Também por causa deste efeito nos quatro dias seguintes aconselharam-me a estar deitado, o máximo de tempo possível e preferencialmente com o nariz a apontar para o teto. Pode parecer estranho, mas o responsável pela intervenção explicou-me que a anestesia demora cerca de 10 dias a sair do organismo e quando não são seguidos estes cuidados podem surgir efeitos secundários, nomeadamente inchaços e deformações na área anestesiada. E isso não era, de todo, o que eu procurava.”

O antes e depois com apenas um mês.

Já me sinto novamente um jovem de 27 anos e estou feliz com a minha imagem”

“Segui tudo à risca, incluindo o cuidado em não bater com a cabeça — por razões óbvias — e não fazer movimento bruscos. Porém, a primeira noite não é fácil. Não pelas dores, porque essas felizmente não existem, mas pela posição em que tinha de dormir. Por um lado, confesso que tive sorte porque como a área de intervenção não era muito grande e era logo na parte da frente, isso permitia-me virar ligeiramente para o lado. 

Depois destes dias mais críticos, em repouso, pude voltar à minha vida normal, mas sempre com precauções: evitar vestir camisolas pela cabeça e pulverizar a cabeça com soro, para hidratar. Acredito que este é um dos passos chave para o sucesso da cicatrização. Ao quinto dia é feita a primeira lavagem, na clínica, por uma enfermeira. Na altura, viu que o processo estava correr bastante bem e a partir daí pude começar a lavar a cabeça, com o champô indicado, duas vezes ao dias, durante quinze dias. 

Sempre que lavava a cabeça via as crostas dos folículos implantados a cair e depois desta fase já conseguia ver não o resultado final, porque isso só daqui a uns meses, mas uma perceção de como vai ficar. Até porque, entre o primeiro e quarto mês a seguir ao procedimento, o cabelo implantado cai. E algo natural, mas, para quem se vê ao espelho é estranho. O meu cabelo nativo continuou o seu crescimento, enquanto o ‘novo’ cai. Não adoro o que vejo, mas sei que faz parte do processo.

Neste momento já passaram quase dois meses e apesar de saber que este não é o resultado final já fez uma grande diferença na minha autoestima. Já me sinto novamente um jovem de 27 anos e estou feliz com a minha imagem. Agora já só quero que cresça para voltar ao meu look preferido, com o cabelo mais comprido.”

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