Saúde

Falta de médicos condiciona o funcionamento de 39 serviços de urgência em todo o País

Os profissionais de saúde já se encontram a negociar com o Governo, mas a greve às horas extraordinárias continua em vigor.
Há vários serviços afetados.

O funcionamento de 39 urgências de norte a sul do País estará condicionado devido à falta de médicos, pelo menos, até final da semana. A informação foi avançada pela direção-executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), que indica que apenas 44 serviços estarão a funcionar em pleno.

Até 9 de dezembro, sábado, o plano de reorganização da rede de cuidados urgentes do SNS, prevê constrangimentos nas urgências de cirurgia geral, pediatria, ortopedia e ginecologia e obstetrícia. No entanto, há cinco hospitais que apresentam também limitações no serviço da Via Verde AVC — é o caso das instituições de Viana do Castelo, Guimarães, Guarda, Leiria, Santarém e Garcia de Orta, em Almada.

A região norte é a mais afetada pelos constrangimentos. Das 29 urgências, 13 serão afetadas, incluindo as do Centro Hospitalar de Braga, Famalicão e Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real. No centro são oito e em Lisboa e Vale do Tejo, 15. No Alentejo um dos serviços de atendimento médico de emergência estará com constrangimentos e no Algarve serão dois, o de Portimão e Faro.

A DE-SNS pede a todos os utentes que contactem a Linha de Saúde 24 antes de se dirigirem às urgências. A entidade recomenda aos cuidados de saúde primários que se reorganizem e que assegurem atendimento não programado, nomeadamente aos pacientes agudos.

Pode consultar a lista completa dos hospitais que enfrentam constrangimentos no atendimento de doentes urgentes no site do SNS.

Leia também este artigo onde uma médica de família que trabalha no Serviço Nacional de Saúde há 28 anos conta à NiT os motivos que a levam a estar “cansada da desvalorização” da profissão.  “Ninguém consegue trabalhar assim, muito menos com salários irrisórios.”

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