Saúde

Filas para doar sangue em Lisboa chegaram às cinco horas de espera

O Instituto Português do Sangue e da Transplantação considerou a resposta dos portugueses ao apelo "extraordinária".
Houve quase 1600 inscritos.

Esta quarta-feira, 20 de janeiro, centenas de pessoas responderam ao apelo das autoridades de saúde para doar sangue. Segundo o jornal “Público“, as filas à porta do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) foram tão grandes que houve quem esperasse cinco horas.

A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue apelou à doação, referindo que as reservas nacionais de diversos grupos sanguíneos eram inferiores a sete dias. Durante a tarde de dia 20, a mesma publicação testemunhou a resposta de pessoas de todas as idades, que se mostraram surpreendidas com a quantidade de gente que encontraram à porta do IPST.

Ao longo do dia, os dadores indicaram ter recebido sumo e bolachas de uma funcionária do instituto, que percorreu a fila com um tabuleiro a distribuir alimentos. 

Uma fonte do IPST contou ainda ao jornal “Público” que o frio e a gripe contribuem todos os anos para um decréscimo nas doações de sangue, mas que a pandemia veio baixar ainda mais as reservas. “As unidades móveis costumavam ir às empresas fazer as recolhas, mas agora temos duas situações: nuns casos as empresas fecharam e noutros os trabalhadores estão em teletrabalho, logo torna-se impossível fazer esse trabalho”, explicou.

O instituto considerou a adesão dos portugueses ao apelo “extraordinária” e reportou que a grande maioria das colheitas aconteceu nos Postos Fixos dos Centros de Sangue e da Transplantação em Lisboa, no Porto e em Coimbra. À hora da publicação, ainda não era possível ter dados da recolha dos outros serviços hospitalares.

O apelo foi feito na passada segunda-feira, 18 de janeiro. Na terça e quarta-feira, os três centros tiveram 1590 dadores inscritos e recolheram 1279 unidades.

Segundo a mesma publicação, o instituto informou que “dada a enorme afluência, os dadores do Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa (CSTL) estão a ser atendidos simultaneamente nas instalações do CSTL e nas instalações do INFARMED, ambas as instituições localizadas no Parque da Saúde de Lisboa (Hospital Júlio de Matos) sendo reencaminhados por profissionais da instituição.”

No entanto, o IPST reforçou que “as necessidades em sangue e componentes sanguíneos nos hospitais são diárias, os componentes sanguíneos têm um tempo limitado de armazenamento, os dadores de sangue que forem homens só podem realizar a sua dádiva de três em três meses e se forem mulheres de quatro em quatro meses.”

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