Saúde

Filho de Chagas Freitas apanhou um vírus e teve varicela nos cuidados intensivos

O escritor fez outra publicação na sua página de Instagram e falou dos percalços que aconteceram durante esta jornada.
O autor partilhou novas informações.

Nos últimos dias, o escritor Pedro Chagas Freitas tem partilhado nas redes sociais atualizações sobre o estado de saúde filho Benjamim, de seis anos, que sofre de uma doença rara e crónica. Consequentemente, precisa de um fígado vivo, mas o escritor e a mulher, Bárbara Teixeira, não podem ser dadores e lançaram um apelo nas redes sociais.

O filho do autor ainda se encontra internado no Hospital Pediátrico de Coimbra, mas já saiu dos cuidados intensivos, referiu o pai nas redes sociais. Ainda assim, segundo o que Chagas Freitas publicou na sua página de Instagram esta segunda-feira, 17 de junho, o caminho tem tido vários percalços.

“O Benjamim está a melhorar. Nunca conheci um herói assim. Chegou com um quadro complexo: para além dos problemas habituais no fígado, veio um vírus, e ainda foram encontradas lesões, que não se sabia bem de onde vinham, nos rins. Um cenário feroz, que o deixava no limiar da urgência imediata de transplante. Foi ele, sempre como ele é. Resistiu, aguentou-se”, começa por escrever.

Contudo, a meio de todo o processo, o Benjamim acabou por ter varicela. “Sim, uma varicela no meio desta merda toda. Aguentou-se, resistiu. Está a melhorar. Nunca perdeu o espírito, nunca deixou de fazer piadas, nunca deixou de sorrir diante da cabra da dor, nem quando ficou amarrado a uma cama nos cuidados intensivos. Só quando ficar completamente livre dos vírus poderá voltar a ser colocado em lista de transplante. Não sei como será, quando será, sei que queremos muito que seja.”

Recorde-se que em menos de 24 horas, já havia uma lista de potenciais dadores compatíveis e disponíveis para ajudar o filho do escritor. Durante este processo, o escritor apela ainda a que as pessoas enviem vídeos divertidos ao filho. 

“Aguardamos indicações, como quem espera a salvação (e é isso mesmo o que esperamos: a salvação), todos os dias, sobre qual será o plano, sobre qual será a melhor altura para a operação acontecer, para o milagre acontecer. Escrevo-vos com o coração nas mãos, com tudo nas mãos, a tremer como não pensei ser possível tremer. Mas escrevo-vos com agradecimento, com esperança, com vida, com amor. É disso, para além da competência e do génio de quem opera, que se faz o sucesso de algo tão complexo assim. Obrigado a todos. Continuem por aí, a torcer, a rezar, a fazer o que quiserem e puderem fazer. Tudo chega até nós. Nenhum gesto de amor será inútil”, conclui.

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