Saúde

Fundador da Prozis compara o aborto ao homicídio de idosos: “É roubar experiências”

"Não preciso de Portugal. Não preciso da Prozis". Miguel Milhão também diz que os seus críticos são "filhos da puta".
O empresário fez um direto onde abordou a questão do aborto.

“A minha posição quanto ao aborto é ética”, disse Miguel Milhão no podcast “Conversas do Karalho”, que foi para o ar esta terça-feira, 28 de junho. Trata-se de um podcast exclusivo para os funcionários da Prozis, mas que, desta vez, foi aberto excecionalmente ao público. O objetivo do fundador da Prozis era abordar a controvérsia que tem abalado a empresa desde que Milhão escreveu um post no Linkedin a elogiar a decisão do Supremo Tribunal dos EUA que limita o direito ao aborto naquele país. 

“A minha disciplina favorita era ética, e fui o único que defendeu o aborto na cadeira”, disse. “Vamos imaginar que eu vou assassinar um idoso. O que é que eu lhe roubei? Foi o conjunto de experiências e sensações que teria desde que eu o matei até morrer de forma natural. Se eu matasse um jovem adulto, roubava muito mais. Se matares o feto ou o embrião, tu roubas isto tudo. Na minha forma de pensar, matar um embrião, ou um feto, ou um recém-nascido, ou matar um adulto, é tudo a mesma coisa, é roubar experiências.”

Miguel Milhão defendeu novamente que o aborto é totalmente contra as leis naturais. “Para mim, a natureza é um sistema. Não tem lógica num sistema haver a destruição da espécie. É uma cena quase antagónica”. E acrescentou: “Sou um monstro porque acho que não se devem matar criancinhas quando ainda não nasceram? Mas até foi divertido a cena dos comentários (…) Não gosto deste mob, destes filhos da puta. Podem todos deixar de comprar na Prozis”.

Durante o direto, o fundador da marca portuguesa revelou várias vezes que não estava preocupado com a polémica que envolve o seu nome nas redes sociais: “Eu sou incancelável”. E fez questão de sublinhar: “Não preciso de Portugal. Não preciso da Prozis. Mas ver pessoas atacar outras pessoas, como os afiliados, é perturbador (…) Tive influencers que me disseram: ‘se quisermos pomos algum vídeo para te defender'”.

Miguel Milhão recorda-se que estava a fazer scroll pelo LinkedIn no dia em que fez a publicação e achou incrível que ninguém tivesse defendido a decisão do Supremo Tribunal dos EUA, “um império, uma potência e absolutamente incrível.”. E lamenta: “Toda a gente em Portugal estava a dizer que era uma coisa horrível”.

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