Saúde

Covid-19: Graça Freitas recomenda novamente o uso de máscaras em espaços fechados

O aumento dos novos casos, que gerou a sexta vaga da pandemia, está a preocupar a diretora-geral da saúde.
Sexta vaga motiva esta recomendação.

Em plena sexta vaga da pandemia, com o número de casos de Covid-19 sempre a aumentar, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, recomenda novamente o uso de máscaras de proteção em espaços fechados ou aglomerados.

“A máscara tenho-a aqui no bolso e tenho usado sempre”, disse Graça Freitas, em entrevista ao “Jornal das 8”, na TVI, esta quinta-feira, 19 de maio, na qual recomendou o uso de máscara em “ambientes fechados e em aglomerados”, não descartando, pelo exemplo próprio, o uso no local de trabalho.

“Se estiver sozinha no meu gabinete, com janela aberta, não estou com máscara. Se entra alguém, ponho a máscara” disse Graça Freitas, considerando que “a máscara é aconselhada, assim como todas as outras medidas”, numa altura em que sobem os casos de Covid-19.

A confirmar-se as estimativas do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) de que Portugal vai atingir, até ao final do mês, 60 mil casos diários de covid-19, Graça Freitas referiu que a nova linhagem da Ómicron “está a provocar esta vaga”.

Segundo a diretora-geral da saúde, esta linhagem “transmite-se ainda mais do que a Ómicron original”, com a agravante de ter “capacidade de escapar ao nosso sistema imunitário”. De acordo com as afirmações de Graças Freitas, “esta mutação não provoca doença mais grave dos que as anteriores”. Mas alerta: “Podem acontecer reinfeções e temos a notícia de pessoas infetadas a primeira vez com a variante ómicron original e de terem agora uma outra infeção com esta linhagem.”

A DGS informou esta quinta-feira, 19 de maio, através de um comunicado enviado para a NiT que vai passar a mencionar os casos de reinfeção nos relatórios semanais.

A inclusão das reinfeções irá abranger as análises realizadas depois do dia 18 de maio. De acordo com os dados disponíveis, 4,65 por cento das notificações entre 1 de junho de 2020 e 10 de maio de 2022 são relativas a casos de reinfeção — valores semelhantes aos registados em todo o País.

Na mesma nota, a entidade de saúde informa que “a prevalência de casos de reinfeção é mais elevada no período em que a variante Ómicron é mais frequente, com uma proporção de 6,10 por cento, superando a proporção de cerca de 2 por cento no período em que as variantes Delta e Alfa eram mais frequentes”.

Os dados relativos a reinfeções — 194.244 no total — têm vindo a ser monitorizados regularmente, não tendo originado alterações na interpretação dos padrões relativos à situação epidemiológica até ao momento. “A inclusão de reinfeções nos novos casos de infeção por SARS-CoV-2 deverá ser enquadrada nos estudos de efetividade vacinal. Sabe-se que o risco de infeção é menor entre as pessoas com dose de reforço”, acrescenta a DGS no documento.

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