Saúde

Há 38 hospitais com 90% dos serviços indisponíveis por falta médicos

Milhares de profissionais de saúde pediram escusa às horas extraordinárias após a realização das 150 permitidas por lei.
Pode virar o caos.

Um total de 38 unidades hospitalares, de norte a sul do País, estão com cerca de 90 por cento dos serviços indisponíveis devido à falta de clínicos. Os dados foram divulgados esta quarta-feira, 1 de novembro, pelo movimento “Médicos em Luta”.

“Num serviço em que haja 20 médicos que façam trabalho extraordinário, se 50 por cento desses profissionais colocarem a minuta [de indisponibilidade para horário suplementar], a repercussão que vamos ter nas equipas tem a ver com o número de horas extraordinárias a que estes estão vinculados. Se só fizerem seis ou 12 [horas] por semana tem um impacto, se fizerem 24 horas extraordinárias por semana tem outro”, explicou Susana Costa, porta-voz do movimento, à agência Lusa, aqui citada pelo “Diário de Notícias”.

Até ao momento, foram contabilizados 19 serviços em que 100 por cento dos médicos pediram escusa. É o caso das unidades hospitalares de Santa Maria da Feira, em ortopedia, Viana do Castelo e Ponte de Lima, em cirurgia geral, Garcia de Orta, em Pediatria e Neurologia, Guimarães, em obstetrícia, e Barcelos e Caldas da Rainha, em cirurgia geral.

A urgência pediátrica do Hospital de Penafiel está assegurada apenas até 14 de novembro. Os serviços de urgência de obstetrícia/ginecologia e cirurgia geral estão encerrados.

O funcionamento do centro hospitalar Tondela-Viseu também irá enfrentar constrangimentos: a via verde coronária vai estar inativa durante 12 dias e os serviços de urgência de cirurgia e ortopedia estarão encerrados à noite. Em Chaves, o funcionamento da urgência ortopédica será interrompido durante todo o mês de novembro.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT