Saúde

Quase metade dos portugueses defendem regresso ao confinamento

Nova sondagem revela que opinião mudou desde julho e que agora 47 por cento está a favor da medida.
Esta é uma imagem que poderá repetir-se.

Os casos de Covid-19 em Portugal têm vindo a aumentar nas últimas semanas, com o número de novos infetados desta quinta-feira, 17 de setembro, a atingir o número mais alto desde o pico da pandemia em abril. O Governo vai reunir-se de emergência esta sexta-feira para analisar a situação. Numa sondagem da Aximage para o “Jornal de Notícias” e “TSF”, há agora mais portugueses a defender o regresso a um confinamento, do que a rejeitar esta ideia. A favor estão 47 por cento dos inquiridos, por oposição a 40 por cento que estão contra.

Esta é uma mudança de opinião significativa face à sondagem de julho, onde 51 por cento dos inquiridos recusava a medida mais radical de combate ao vírus. Os investigadores explicam esta mudança com o facto de no inquérito de julho, o número de novos infetados diários rondar os 300, enquanto que dois meses depois, o número de novos casos reportados diariamente já passa dos 600 — o que poderá justificar esta mudança.

Analisando as escolhas de acordo com os vários critérios, como idade, regiões ou classe social, os investigadores chegaram a várias conclusões. Os habitantes das regiões Norte e Centro (52 por cento), as classes médias (51 por cento), a faixa etária dos 18 aos 34 (65 por cento) e os portugueses que se abstiveram nas eleições (53 por cento) são os que apoiam mais um novo confinamento.

Ainda assim, nem tudo é mau. 50 por cento dos inquiridos considera que o país está agora mais bem preparado para enfrentar o inverno e a possibilidade de uma nova vaga do vírus. Em relação ao cumprimento de regras, a generalidade dos portugueses tem uma boa imagem de si próprio, sendo que 68 por cento, considera que cumpre mais as regras do que os outros, enquanto que apenas 6 por cento admite ser mais relaxado. 

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