Saúde

Homem perde o direito a transplante cardíaco por recusar vacina contra Covid-19

O caso aconteceu em Boston, nos EUA, onde o paciente está internado desde novembro à espera de um coração novo.
Vários pacientes também foram retirados.

Um doente prioritário foi retirado da lista para transplantes de coração por se recusar a ser vacinado contra a Covid-19. O Hospital Brigham and Woman, em Boston, nos Estados Unidos, obriga a que todos os pacientes de transplantes tenham sido vacinados contra o vírus. 

O homem de 31 anos deu entrada no hospital em novembro, quando os pulmões começaram a encher-se de fluídos. Tem estado à espera de um órgão compatível desde então. Ferguson afirma que poderá mudar de hospital porque está a “lutar desesperadamente pela vida.” O norte-americano tem um problema cardíaco hereditário, mas recusa-se a receber a inoculação contra a Covid. 

“Como muitos outros programas de transplante nos Estados Unidos, a vacina Covid-19 é uma das várias necessárias para candidatos a transplante no sistema Mass General Brigham, a fim de garantir a melhor chance de uma operação bem sucedida e também a sobrevivência do paciente após o transplante”, explica o hospital em comunicado. Esta medida é indicada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

“Os órgãos são escassos: não vamos distribuí-los a alguém que tem poucas hipóteses de sobreviver, quando outros vacinados têm mais chances de sobreviver após a cirurgia”, disse o médico Arthur Caplan à “CBS Boston.”

Este já é o terceiro caso de doentes não-vacinados que são retirados da lista de transplantes. Segundo o “Expresso“, em outubro, uma mulher do Colorado, outro estado americano, não conseguiu fazer um transplante de rim porque nem ela nem o dador tinham sido vacinados contra a Covid-19. Em janeiro deste ano, um homem de Ohio também viu o seu transplante de rim ser negado porque a dadora se recusou a receber a inoculação. 

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