Saúde

Houve 6.700 suspeitas de reações adversas a vacinas contra a Covid-19 em Portugal

Estes dados do mais recente relatório do Infarmed foram registados após terem sido administradas 5,7 milhões de vacinas.

De acordo com o mais recente relatório da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, divulgado na sexta-feira, dia 4 de junho, foram registadas em Portugal, até ao último dia de maio, 6.695 reações adversas às vacinas contra a Covid-19.

Segundo o mesmo relatório, do número total de reações adversas, a maior percentagem (68,3 por cento) é relativa à vacina Pfizer/BioNtech, com 4.782 casos. Segue-se a vacina da AstraZeneca, com 1509 casos registados. Já a Moderna (387) e a Janssen (17) apresentam-se como as vacinas com menor registo de reações adversas no mesmo período, refletindo também menos doses administradas.

É importante salientar que estas reações adversas dizem respeito a todo e qualquer caso reportado, ainda que não haja uma relação direta com a administração de vacinas.

Destes registos, cerca de 59,1 por cento (ou seja, 3.957) dizem respeito a casos não graves, enquanto que 40,9 por cento (2.738) são relativos a casos graves. Destes últimos, o Infarmed reporta que “90% dizem respeito a situações de incapacidade, maioritariamente temporária”. A grande parte das reações notificadas ocorreu em mulheres e nas faixas etárias entre os 30 e os 49 anos.

Entre as dez reações notificadas mais frequentes encontramos casos de reação no local de injeção, dores musculares ou nas articulações, dores de cabeça (região cervical), febre (pirexia), fraqueza ou fadiga, náuseas, tremores, alterações/aumento dos gânglios, eritema/eczema ou erupção e parestesias. No entanto, o mesmo documento clarifica que qualquer uma das reações se enquadra “no perfil reatogénico comum de qualquer vacina” e que se resolvem “em poucas horas ou dias, sem necessidade de intervenção médica, e não deixando sequelas.”

Desde o início da vacinação, a 27 de dezembro de 2020, e após 5.790.080 doses administradas, o Infarmed registou 44 notificações de casos de morte em idosos com outras comorbilidades. Contudo, a entidade reguladora escreve no mesmo documento que estes óbitos “não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada”.

Neste mais recente relatório da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde pode ainda ler-se que “as informações constantes do presente relatório referem-se a reações adversas suspeitas que ocorreram no período subsequente à administração de uma vacina contra a Covid-19, mas não implicam a existência de uma relação de causa-efeito entre ambos.”

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT