Saúde

Infetados com varíola dos macacos em Portugal já são mais de 400

A maioria dos casos foram detetados na região de Lisboa e Vale do Tejo em homens entre os 19 e os 61 anos.
Em Portugal só há casos de homens.

Foram detetados mais casos de varíola dos macacos no País nos últimos dias. A Direção-Geral de Saúde (DGS) apresentou o mais recente balanço relativo ao número de infetados com com vírus Monkeypox esta quinta-feira, 30 de junho, e avança que a maioria das infeções confirmadas foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo.

Com os novos casos de infeção pelo vírus Monkeypox, Portugal tem, até ao momento, 402 casos de homens infetados que se encontram estáveis clinicamente, segundo a autoridade de saúde.

“Todas as infeções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, confirma. Lisboa e Vale do Tejo ainda é a região com maior número de infeções, mas estas também se verificam no Norte e Algarve.

As vacinas contra a doença provocada pelo vírus Monkeypox devem chegar a território nacional entre julho e agosto. Ainda não foram divulgados detalhes relativos a um eventual processo de administração destes imunizantes.

Como conter a infeção

“Os indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico”, recomenda a DGS.

É igualmente importante “abster-se de contacto físico direto com outras pessoas e de partilhar vestuário, toalhas, lençóis e objetos pessoais enquanto estiverem presentes as lesões cutâneas, em qualquer estádio, ou outros sintomas”.

Em maio, a entidade de saúde nacional definiu as regras de abordagem clínica e epidemiológica para casos de infeção. Envolvem abstinência sexual e evitamento de contacto próximo com animais domésticos. Já em julho, alertou que o preservativo não protege contra o vírus.

Leia ainda sobre a descoberta, feita em Portugal, que pode ser fundamental para perceber a origem do surto e as causas da rápida disseminação da doença. O artigo sobre as potenciais vacinas que a farmacêutica Moderna está a testar em estudos pré-clínicos também lhe pode interessar.

Saiba sobre as sequenciações genéticas que começaram a ser realizadas em 2018 e indicam que o vírus da varíola dos macacos sofreu mutações dez vezes acima do que seria habitual nos últimos quatro anos. Em África, sete países registaram 1.400 infeções desde o início de 2022.

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