Saúde

Instituto do Sangue apela para “reforço imediato de dádivas de sangue”

Número elevado de casos de Covid e de isolamentos tem levado a uma diminuição das reservas, avisa o Instituto.
As reservas estão em baixo.

O Instituto do Sangue lançou o apelo esta terça-feira, 25 de janeiro, para que se apresentem e contribuam com sangue todos os potenciais dadores, numa “altura particularmente exigente” devido à pandemia de Covid-19 e face a “uma grande dificuldade em manter estáveis as reservas de componentes sanguíneos”.

Segundo o Instituto Português do Sangue da Transplantação (IPST), citado pela Lusa, “a evolução da pandemia de Covid-19, nomeadamente o elevado número de contágios das últimas semanas e respetivos isolamentos profiláticos, têm conduzido a uma grande dificuldade em manter estáveis as reservas de componentes sanguíneos”.

Em simultâneo, destaca que “as habituais infeções respiratórias sazonais têm contribuído para uma redução do afluxo de pessoas candidatas à dádiva de sangue” e que “ambas as situações causam uma grande redução do número de dadores e o adiamento de sessões de colheita previamente calendarizadas”.

“Apesar de todo o reforço na promoção da dádiva de sangue, nomeadamente através de ‘spots’ de rádio e nas redes sociais, torna-se necessário mobilizar todos os que estejam em condições de fazer uma dádiva de sangue, nomeadamente os que nunca deram sangue e os que não efetuam uma dádiva há mais de um ano, contribuindo assim para a imprescindível estabilidade das reservas. É muito importante o reforço imediato das dádivas de sangue, pois só assim os doentes podem receber os tratamentos que necessitam”, apela o IPST.

“Os hospitais portugueses necessitam entre 800 a mil unidades de sangue e componentes sanguíneos todos os dias e nunca é demais relembrar que os componentes sanguíneos têm um tempo limitado de armazenamento (35 a 42 dias para os concentrados eritrocitários e cinco a sete dias para as plaquetas); os dadores de sangue, sendo homens, só podem realizar a sua dádiva de três em três meses e, sendo mulheres, de quatro em quatro meses”, adianta.

De acordo com o instituto, “à presente data (…) as reservas dos hospitais e no IPST situavam-se entre os 15 e 47 dias considerando a reserva de concentrados eritrocitários dos hospitais e entre os quatro e 37 dias em virtude da reserva de concentrados eritrocitários do IPST, sendo os grupos sanguíneos mais afetados, o “O positivo”, “O negativo”, “B negativo“, “A positivo” e o “A negativo”.

O instituto lembra que para ser dador de sangue basta ter entre 18 e 65 anos (o limite de idade para a primeira dádiva é os 60 anos) e ter peso igual ou superior a 50 quilos e que as pessoas candidatas à dádiva que tenham tido Covid-19 devem aguardar 14 dias e as que fizeram a vacina de reforço devem aguardar sete dias, para se candidatarem novamente.

O IPST disponibiliza no seu site informações sobre a dádiva e em Dador.pt informação sobre locais de recolha.

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